REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: FATORES DE RISCO PARA INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)

Diego Mastella

Resumo


Introdução: As doenças cardiovasculares representam uma das maiores causas de mortalidade no mundo todo, principalmente em países desenvolvidos. No Brasil, de janeiro a outubro de 2012, as doenças cardiovasculares representaram 20,6% de todas as mortes, o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) representara 12,1% nesse grupo, segundo dados do DATASUS. Essa revisão bibliográfica tem como objetivo identificar os fatores de risco modificáveis e não modificáveis associados à essa doença. Método: Realizou-se revisão em artigos científicos nas bases de dados Google Acadêmico e PubMed, no período de 1998 e 2014. Utilizou-se como descritor: Infarto agudo do miocárdio (IAM), Fatores de risco. Revisão: O termo fator de risco (FR) surgiu pela primeira vez em 1961. Os FR podem ser classificados em modificáveis e não modificáveis. Os modificáveis incluem idade, sexo, raça e história familiar. Já os FR modificáveis são aqueles sobre os quais o paciente e as equipes de saúde podem atuar, como por exemplo, obesidade e sedentarismo. Dentre os FR não modificáveis associados ao desenvolvimento de doenças coronarianas, podem ser elencados: idade acima de 55 anos, história familiar e sexo masculino. Já entre os FR modificáveis a Dislipidemia (DLP), tabagismo, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus (DM), ingesta excessiva de bebidas alcoólicas, menopausa, taxa de fibrinogênio aumentada, obesidade, sedentarismo, dietas não saudáveis e estresse. Para o IAM, nota-se que é mais incidente em pacientes com idade média de 58 anos. No que se refere a gênero, 4 vezes mais prevalência em homens do que mulheres. O peso médio dos pacientes infartados é maior do que de pacientes saudáveis. Entre os que apresentam IAM, uma prevalência de HAS mais de três vezes superior à da população adulta brasileira. Um estilo de vida sedentário é um grande FR para se instalar quadro de IAM. Dentre os FR, o tabagismo é o mais potente fator de risco independente identificado. Conclusão: Apesar de os fatores de risco não modificáveis serem um grande indicador de futuros problemas cardiovasculares, os fatores não modificáveis são de extrema relevância para desencadear um quadro de IAM, ou seja, o estilo de vida o qual o paciente está submetido será um grande determinante para o desenvolvimento de IAM. Com uma assistência primária por uma equipe multiprofissional, possa-se desenvolver mecanismos para que os indivíduos possam ter conhecimento dos FR, que os leve a ter um estilo de vida diferente.

Palavras-chave


Infarto Agudo do Miocárdio; Fatores de risco



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