REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: PNEUMONIA ADQUIRIDA EM AMBIENTE HOSPITALAR (NOSOCOMIAL)

ramon colombo pirola

Resumo


A pneumonia hospitalar (nosocomial) é definida como a pneumonia que acomete pacientes em ambientes hospitalares. É a segunda causa mais comum de infecção hospitalar e respondem por mais de 50% das prescrições de antibióticos. Realizou-se revisão bibliográfica em livros e artigos na base de dados obtidos no SciELO, foram selecionadas publicações do período de 2009 a 2017. Utilizou-se como descritor: Pneumonia Hospitalar, Pneumonia. A pneumonia adquirida em ambiente hospitalar é classificada caso acometa o paciente em até 15 dias após alta hospitalar ou, após 48h de uma internação hospitalar. Pacientes que receberam antibioticoterapia endovenosa ou que foram hospitalizados por mais de dois dias nos últimos 90 dias estão em grupos de risco. Os patógenos mais comuns envolvidos na pneumonia nosocomial são os bacilos gram negativos aeróbios, sendo a Pseudomonas Aeruginosa o agente mais comum, caso a pneumonia tenha início após 5 dias de internação. Em casos onde a pneumonia tenha início antes dos primeiros 5 dias de internação, o agente envolvido mais comum é o Streptococus Pneumoniae, um agente menos resistente. A pneumonia nosocomial manifesta-se com quadro inicial de tosse e possível dispneia, podendo haver febre. Para realizar o diagnóstico é necessário que haja duas ou mais radiografias de tórax com pelo menos um infiltrado, uma consolidação ou uma cavitação. Além do achado radiográfico, é necessário que se tenha alteração de leucócitos ou febre acima de 38º sem outra causa relacionada. Deverá haver também início de expectoração purulenta ou início/piora de tosse, dispneia ou taquipneia. Para concluir diagnostico deve-se obter duas amostras de hemocultura, gasometria arterial e hemograma. O tratamento é dividido em casos de pneumonia de início precoce (até 4º dia) e de início tardio (após o 5º dia), essa divisão é importante para utilização da correta antibioticoterapia, haja visto que os agentes envolvidos na pneumonia de início tardio são multirresistentes. O tratamento deve sempre iniciar por via endovenosa e realizar transição para via oral conforme evolução clínica do paciente. Para pneumonia de início precoce há como opções a se utilizar alguns medicamentos com menor espectro de ação, haja visto que são bactérias menos resistentes. As opções de tratamento para pneumonia de início tardio inclui terapia combinada com dois agentes de maior espectro de ação, devido a multirresistência das bactérias envolvidas. Deve-se avaliar após 3-5 dias do início do tratamento, a evolução e o resultado de cultura. Caso haja evolução clínica favorável deve-se suspender o antibiótico após 8 dias de tratamento. Caso haja piora clínica deve-se analisar o resultado da cultura e adequar o esquema de antibiótico. A pneumonia nosocomial é uma complicação que apresenta mortalidade hospitalar de 30 a 70%. Dada a complexidade no tratamento da pneumonia nosocomial, deve-se focar em sua prevenção, como realização de lavagem de mãos, elevação de cabeceira dos leitos, retirada precoce de sondas/dispositivos de acesso ao paciente, assim como outras ações. É de grande importância que os profissionais da saúde que atuam no manejo desses pacientes tenham em mente o cuidado necessário, já que podem servir de veículo para os germes ali presentes. Palavras Chave: Pneumonia Hospitalar. Pneumonia Nosocomial. Pneumonia.

Palavras-chave


Pneumonia; Pneumonia Hospitalar



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