Dor Torácica – Uma Revisão de Literatura

andressa samistraro, Camilla Agustini

Resumo


A dor torácica pode ser definida como sensação de dor ou desconforto percebida de diversas formas, com localização na região do tórax. É uma manifestação sintomática frequente e complexa, uma vez que pode ser decorrente de causas cardíacas ou não-cardíacas e envolve múltiplos mecanismos fisiopatológicos, manifestando-se aguda ou cronicamente, com expressão clínica de difícil distinção entre as diferentes etiologias. O assunto é de suma importância considerando ser uma queixa de grande prevalência na emergência. O estudo teve como objetivo aprimorar conhecimentos sobre dor torácica já que a mesma representa um desafio diagnóstico, pois embora a manifestação seja benigna na maioria dos casos, pode também ser manifestação inicial e única de doenças. O estudo consiste em uma revisão bibliográfica com recorte temporal de 9 anos, no período de 2008 a 2016. Objetivou revisar na literatura científica temas relacionados a dor torácica no serviço de emergência. Para elaboração fez-se uma busca eletrônica no banco Scielo, Cadernos de Atenção Básica e Protocolos do Ministério da Saúde e literaturas clássicas. Os descritores utilizados foram: dor no peito e angina instável, angina estável. A dor torácica pode ter origem: (1) cardiovascular sendo causada por angina de peito, infarto do miocárdio ou aneurisma dissecante da aorta; (2) pulmonar: bronquite, abscesso pulmonar ou embolia pulmonar; (3) gastrointestinal ou outros, como colecistite, pancreatite ou ansiedade. Pode ser classificada em 1. Dor definitivamente anginosa: características de angina típica evidentes, levando ao diagnóstico de síndrome coronariana aguda, mesmo sem o resultado de qualquer exame complementar;2. Dor provavelmente anginosa: a dor não possui todas as características de uma angina típica, mas a doença coronariana é o principal diagnóstico; 3. Dor provavelmente não anginosa: dor atípica, onde não é possível excluir totalmente o diagnóstico de doença coronariana instável sem exames complementares; 4. Dor definitivamente não anginosa: dor com todas as características de dor não coronariana, onde outro diagnóstico se sobrepõe claramente à hipótese de doença coronariana. Conclui-se que a dor torácica representa um desafio para os profissionais da saúde, logo ao abordar um paciente no pronto-socorro com dor precordial deve-se priorizar o seu atendimento, fornecer estratégia diagnóstica e terapêutica organizada, objetivando rapidez, alta qualidade de cuidados, eficiência e redução de custos. A investigação deve ser cuidadosa e uma boa anamnese é essencial para um diagnóstico correto e conduta adequada, diminuindo o risco de complicações e a mortalidade.

Palavras-chave


dor no peito; angina estável; angina instável



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