TRANSFUSÃO DE SANGUE EM PACIENTES ADULTOS ANÊMICOS

Marina Bortolotto Pereira

Resumo


Segundo a OMS, considera-se anêmico o paciente que apresenta a hemoglobina sanguínea abaixo do normal(de 12 a 16 g/dL em adultos e mulheres não gestantes).Quando os níveis de hemoglobina atingem 12g/dL ou menos é realizado o diagnostico e o paciente é encaminhado para o tratamento. Foi realizada revisão bibliográfica de artigos científicos, principais fontes: Livraria Científica Eletrônica Online SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde MS. Os fatores que levam ao valor de hemoglobina alterado nos casos de anemia são basicamente três: carência nutricional por dieta inadequada ou dificuldade de absorção gastrointestinal e perda excessiva de sangue. A anemia moderada(hemoglobina entre 7 a 12 g/dL),geralmente apresenta sintomas de fraqueza, cefaléia, irritabilidade, palidez, fadiga e pica, apesar de muitos pacientes serem assintomáticos, e o tratamento inclui dieta rica em ferro e alimentos que auxiliem a absorção desse, além de reposição medicamentosa. O que determinará o tratamento é o estado clínico do paciente, e não o valor absoluto da hemoglobina. Os casos de anemia grave(hemoglobina abaixo de 7 g/dL)estão comumente relacionados à pacientes oncológicos, em função do efeito de alguns quimioterápicos na medula óssea e rins, e pacientes com úlceras gástricas, em função da perda hematológica. Assim, se inicia a hipóxia: baixa oxigenação dos tecidos, comprometendo o funcionamento geral. É comum ocorrer taquicardia, dor torácica, dispnéia, tontura, hipotensão e isquemia cardíaca. Em casos extremos pode ser necessário intubação orotraqueal. É comum a urgência na elevação dos níveis de hemoglobina, em função dos sintomas agressivos. A transfusão sanguínea é comumente utilizada, apesar de ser um procedimento de alto custo, e possuir riscos diversos. Por isso analisa-se a idade do paciente, velocidade de instalação da anemia, volume intravascular entre outros fatores. Caso escolhida como linha de tratamento, a transfusão consiste na infusão de um concentrado de hemácias(CH), visando aliviar os sintomas clínicos em função da perda de sangue ou baixo volume de hemácias. Estudos mostram que nos casos de anemia crônica há uma tolerância clínica maior: pacientes com valores de hemoglobina 5 g/dL apresentaram quadro cardiovascular e metabólico satisfatório, embora alguns apresentem taquicardia. Já na anemia aguda, houveram pacientes indicados para o procedimento com valores de hemoglobina 9 g/dL, em função dos sinais e sintomas apresentados. De maneira geral, a média pré-transfusional é de 8,11 g/dL. Em indivíduos de estatura média, uma unidade de CH eleva o valor da hemoglobina em 1 g/dL. O tempo de infusão deve ser entre 60 e 120 minutos. Deve-se reavaliar o paciente entre 1 e 2 horas após a transfusão, com nova avaliação dos valores de hemoglobina. Quando o paciente melhorar o quadro sintomático, a complementação do tratamento pode ser realizada por via oral ou parenteral. Todos os pacientes devem passar por consultas de rotina para o acompanhamento do quadro, com plano de tratamento realizado pelo médico de forma individual. Independente do procedimento escolhido, os benefícios ao paciente devem sempre superar os possíveis riscos, visando atender as necessidades mais urgentes e evoluir o plano de cuidados adequadamente.

Palavras-chave


Transfusão de Sangue Anemia; Hemoterapia; Anemia; Anemia Severa



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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