Descompensação do DPOC – Revisão de Literatura

Felipe Guerra, Rodrigo Canello

Resumo


A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma patologia respiratória que possui como principal característica a limitação ao fluxo aéreo, na maioria dos casos, associado ao tabagismo. A prevalência já fora superior nos homens, mas nota-se o aumento dos casos nas mulheres. É uma das maiores causas de internamento no sistema público de saúde brasileiro e afeta cerca de 210 milhões de pessoas no mundo. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica com ênfase em sua descompensação. Realizou-se levantamento bibliográfico do período de 2004 a 2016 nas bases de dados ScIELO, livros de clinica médica, medicina interna e artigos totalizando 10 (dez) obras. A DPOC possui como principal sintoma a dispneia que piora significativamente na exacerbação da doença que é quando os pacientes procuram o atendimento médico de emergência, geralmente causado por alguma infecção respiratória. Inicialmente ocorre a hipertrofia e a hiperplasia das glândulas secretoras de muco, presentes no epitélio das vias aéreas maiores. A bronquite crônica não está necessariamente ligada à obstrução das vias aéreas, e os fumantes podem desenvolver DPOC grave na ausência de bronquite, porém é um fator importante. O diagnóstico baseia-se na história clínica associada a espirometria (padrão-ouro) com resultados de FEV1/CVF < 0,7 pós broncodilatador que confirma a presença de limitação ao fluxo aéreo persistente. O índice de BODE é amplamente utilizado na prática clínica para avaliação de gravidade e prognóstico. Seus componentes incluem o índice de massa corporal (Body mass index), o grau de obstrução (Obstruction), a dispneia (Dyspneia) e a capacidade ao exercício (Exercise capacity) tomando-se como base o teste de caminhada de seis minutos. Nos estágios avançados, pode evoluir para insuficiência respiratória e o reconhecimento dos sinais de gravidade devido às descompensações são fundamentais para o melhor prognóstico do paciente. As exacerbações consistem na piora sustentada da condição clínica do paciente, tendo como principais causas as infecções virais ou bacterianas. Durante a anamnese é importante analisar a duração do quadro da piora dos sintomas, o número de episódios de exacerbações, presença de comorbidades e o tratamento atual. O principal sintoma da exacerbação é o aumento da dispneia, a qual pode estar associada a sibilância, aumento da tosse e da produção de escarro, mudanças na coloração e consistência do escarro. Enfim, pelo exposto percebe-se que as exacerbações devem ser prontamente identificadas devido aos sinais de gravidade passíveis de reversão, melhorando o prognóstico do paciente.

Palavras-chave


Medicina. DPOC. Exacerbações



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