MANEJO INICIAL DE PACIENTES COM SÍNCOPE EM UNIDADE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

cintia caroline santos da silva

Resumo


Síncope é a perda transitória de consciência devido à hipoperfusão cerebral global, caracterizada por início súbito, de curta duração e recuperação espontânea. O metabolismo do cérebro, em contraposição ao de muitos outros órgãos, é extraordinariamente dependente da perfusão. Em consequência, a cessação do fluxo sanguíneo cerebral leva à perda da consciência dentro de aproximadamente dez segundos. A restauração do comportamento apropriado e da orientação após episódio de síncope em geral é imediata. A abordagem desse conteúdo é de relativa importância, visto à dificuldade em estabelecer adequadamente uma conduta, diferenciando-a de uma situação de alto risco ou não, necessária para uma intervenção maior. Este trabalho aborda, de forma sucinta e geral, o manejo inicial para pacientes que se deslocam à unidade de urgência e emergência, com o sintoma síncope instalado ou previamente ocorrido. O procedimento metodológico trata-se de uma revisão bibliográfica cujos artigos e textos relacionados ao assunto, tiveram bases em dados do SciELO e Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Pacientes com síncope respondem por 1% das hospitalizações e por 3% das visitas a prontos socorros. O prognóstico dos pacientes com síncope varia muito com o diagnóstico; assim, existem inúmeras etiologias para a ocorrência da síncope, e cabe ao profissional da saúde na unidade de urgência e emergência saber estratificar o alto risco para a morte súbita e, manejá-lo adequadamente. O médico deverá inicialmente realizar uma anamnese minuciosa seguida de exame físico e exames complementares disponíveis. Critérios clínicos como idade maior de 60 anos, sexo masculino, síncope durante esforço, insuficiência cardíaca ou doença cerebrovascular prévias, história familiar de morte súbita ou trauma, alteração de troponina na internação ou de ECG, entre outros, colocam o paciente em um patamar que requer avaliação mais cuidadosa. A partir do momento em que se releva o quadro de síncope, deve-se fazer a estratificação de risco, para que o paciente seja encaminhado ao internamento, em casos de alto risco, ou, medicado no local e encaminhado para acompanhamento ambulatorial. Características clínicas de alto risco incluem: ausência de pródromos, lesão clínica e síncope de esforço. O indicativo para internação hospitalar consta com: BNP>300, bradicardia<50bpm, toque retal com sangue (sugerindo Hemorragia digestiva),anemia com Hgb < 9mg/dl, dor torácica acompanhada de síncope, saturação de O2< 94% em ar ambiente. A internação hospitalar é indicada se qualquer uma dessas características clínico-laboratoriais estiver presente. Após o primeiro evento, aproximadamente, 80 a 90% dos pacientes não irão experimentar um evento recorrente de síncope, enquanto 54% dos pacientes com dois ou mais episódios terão eventos sucessivos. Vale salientar a importância da orientação aos pacientes que sofreram alta ou encaminhamento para acompanhamento ambulatorial, sobre o risco de dirigir. Por conseguinte, a síncope é um importante problema clínico comum, dispendiosa e muitas vezes incapacitante; pode causar lesão e talvez seja o único sinal antes da morte cardíaca súbita, tal fato releva a grande importância de sua estratificação de risco pelo profissional na unidade de urgência e emergência, a fim de realizar a conduta mais apropriada.

Palavras-chave


Síncope; Unidade de Emergência; Morte súbita; Estratificação de risco



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC