Catarata Senil

Francine Lima de Sá

Resumo


Durante a Unidade Educacional Eletivo do Curso de Medicina em 2017, foi acompanhado casos de pacientes com catarata, e devido à grande demanda, optou-se em realizar um estudo sobre o tema. O objetivo desse estudo é apresentar conceitos sobre catarata, por meio de uma revisão de literatura. A metodologia empregada foi pesquisa em livros de oftalmologia, medicina interna, base de dados eletrônica, sendo constituída a amostra de seis fontes bibliográficas publicadas entre os anos de 2003 à 2015. A catarata é a opacidade do cristalino, que não obrigatoriamente afete a visão. É a maior causa de cegueira tratável nos países em desenvolvimento. Conforme a Organização Mundial de Saúde, há 45 milhões de cegos no mundo, sendo 40% devidos à catarata. A causa mais frequente está relacionada ao processo do envelhecimento; mas pode ser congênita, traumática ou secundária à patologias sistêmicas. Cataratas senis são mais frequentes após os 50 anos de idade, com prevalência de 50% após 65 anos, 70% após 75 anos. Fatores de risco: medicamentos (esteroides), substâncias tóxicas (nicotina), doenças metabólicas, traumas, doença ocular (alta miopia, uveíte, pseudoexfoliação), radiações (UV, Raio X), infecção durante a gravidez (toxoplasmose, rubéola) e desnutrição. As camadas do cristalino são: cápsula, córtex e núcleo. Classificação morfológica: nuclear, cortical e subcapsular posterior. Classificação conforme maturidade: imatura, madura, intumescente, hipermatura e morganiana. Sintomas: ofuscamento, borramento da imagem, distorção da imagem, visão dupla monocular, alteração na percepção das cores, embaçamento ou redução da acuidade visual. Sinais do exame oftalmológico: perda da acuidade visual, mensurada geralmente pela Tabela de Snellen e alteração da transparência do cristalino na biomicroscopia do segmento anterior em midríase, em exame realizado com lâmpada de fenda. Tratamento é cirúrgico e a baixa visual que interfere nas atividades normais do paciente é a principal indicação cirúrgica. Exames complementares: biomicroscopia do segmento anterior, tonometria de aplanação, biometria, mapeamento de retina ou oftalmoscopia indireta, topografia da córnea, ecografia B ou ultra-sonografia do globo ocular, microscopia especular, teste de sensibilidade ao contraste e PAM. Geralmente a cirurgia é realizada com anestesia local com sedação leve; e técnica mais usada é injeção peribulbar. Extração da catarata: técnica intracapsular ou extracapsular. A facoemulsificação (faco) é a técnica extracapsular padrão. A faco e lentes intraoculares dobráveis permitem que a cirurgia seja feita por uma pequena incisão, não necessitando sutura, reduzindo taxa de complicações pós-operatórias. Utiliza-se antibióticos e/ou outros medicamentos tópicos no pré e pós-operatório imediato (7 à 10 dias). Colírios de corticoide utiliza-se por período de 30 dias, suspendendo gradativamente. Complicações peroperatórias: ruptura da cápsula posterior do cristalino, subluxação do cristalino artificial, hipertensão vítrea, hemorragia coroideana, lesão iriana com ou sem hemorragia. Complicações pós-operatórias: edema macular cistóide, descolamento de retina, hipertensão ocular, opacificação da cápsula posterior e endoftalmite (complicação mais grave). A cirurgia de catarata atual, com a implantação de lentes intra-oculares, caracteriza um dos mais importantes avanços da medicina, por possibilitar tratar com grande eficiência a principal causa de cegueira, recuperando de forma rápida e segura o mais importante sentido do ser humano, a visão.

Palavras-chave


Oftalmologia; Catarata; Cegueira



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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