DOENÇAS RENAL CRÔNICA E SUAS ALTERAÇÕES SISTÊMICAS

Thais Bedin, Henrique Boell Pimentel, Gabriel De Cesar Didone

Resumo


A doença renal crônica emerge como um grande problema de saúde pública, com implicações sociais e econômicas. Além do acometimento renal, os pacientes renais crônicos também sofrem com processos sistêmicos decorrentes de sua condição. A prevalência aumentada de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica, responsável por 70% dos casos de Doença Renal Crônica (DRC), associada ao envelhecimento da população, contribui para o aumento do número de paciente renais crônicos. O objetivo deste estudo é apresentar uma revisão de literatura acerca da Doença Renal Crônica e suas implicações sistêmicas no organismo dos pacientes portadores de tal doença. Foram analisadas as bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SCielo), Pubmed, Cochrane e Livros Textos, utilizando doença renal crônica e alterações sistêmicas como palavras de busca. Foram encontradas 105 publicações nos idiomas inglês e português, sendo 103 artigos de periódicos e 2 livros textos. A DRC consiste em lesão e perda progressiva irreversível da função renal, em sua fase mais avançada, chamada de fase terminal de insuficiência renal crônica, os rins não conseguem mais manter a homeostase do paciente. O coração e os rins compõem um sistema integrado em termos de funções regulatórias e hemodinâmicas em nosso organismo. Os rins exercem um papel central no controle do balanço hidroeletrolítico e volêmico e na regulação da pressão arterial, os quais são diretamente modificados quando há progressão da doença renal. Quando o ritmo de filtração glomerular declina a taxas de 30 a 40 mL/min, os pacientes cursam com complicações clínicas e metabólicas, tais como distúrbios do metabolismo do cálcio, fósforo, acidose metabólica, anemia, desnutrição e fatores que aceleram o processo de deformação da placa aterosclerótica e arteriosclerose. Diante disso, podemos observar que a DRC é um problema com grande relevância clínica, cuja progressão depende da qualidade do tratamento ofertado aos pacientes portadores de tal enfermidade. A identificação de indivíduos com risco aumentado ou fatores de risco para o desenvolvimento da doença, na Atenção primária, é de fundamental importância para proceder com rastreamento periódico da função renal e identificação precoce da doença. O diagnóstico imediato da doença e o encaminhamento do paciente ao nefrologista, poderá retardar a progressão da doença e além de receber acompanhamento para as complicações e comorbidades, inerentes da enfermidade. Mudar esse cenário atual, dependerá de políticas públicas e privadas de saúde, visando diagnóstico precoce da doença.

Palavras-chave


Doença renal crônica; alterações metabólicas; alterações sistêmicas



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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