Territorialização em Saúde – Um Relato de Experiência

Jéssica Telli, Akemi Morimoto, Anderson Stevens, Henrique Boell Pimentel, Larissa Marin Araldi, Leonardo Luiz Girardi

Resumo


A estruturação territorial do Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo feita no Brasil através da territorialização da saúde – uma política e técnica utilizada para definir territórios físicos e dinâmicos de atuação dos serviços. Assim, a territorialização quando utilizada como um instrumento de prática da saúde pública, através do mapeamento das áreas de abrangência da Saúde da Família, fornece informações aos gestores públicos sobre as condições referentes à qualidade de vida da população, os quais em posse desse conhecimento poderão elaborar um plano de estratégia em saúde. O objetivo deste relato de experiência é expor as atividades práticas ocorridas durante o processo de territorialização em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade de Lages realizadas durante os meses de fevereiro e março de 2017, por quatro estudantes do curso de Medicina da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC) que participam do PET Gradua-SUS. Inicialmente, foi apresentada a proposta do trabalho para uma equipe de Estratégia em Saúde da Família (ESF) e conversado com as agentes comunitárias de saúde (ACS) para realizar coleta de dados e delimitar a área e micro-áreas a serem trabalhadas. Escolheu-se abranger apenas uma das três áreas presentes na UBS e, devido à baixa adesão das agentes comunitárias ao projeto e ao curto espaço de tempo para realizá-lo, foram analisadas apenas três das seis micro-áreas presentes na área. No encontro seguinte, os estudantes foram à campo com as ACS para conhecer o espaço físico e fazer o registro fotográfico de pontos de referência no bairro como ambientes de lazer e áreas de vulnerabilidade. Continuamente, elaborou-se a confecção dos mapas físicos e georreferenciados, através de ferramentas como Excel e Google Maps. Um dos desafios foi o desconhecimento dos meios de realizar o mapeamento através de um método gratuito, de fácil acesso e que possibilitasse atualização de dados e imagens. Ao finalizar esse processo, foi realizada uma reunião com a equipe da unidade de saúde para mostrar o resultado do trabalho e explicar o modo de se incluir as alterações da situação da comunidade. Constatou-se que, por meio da utilização correta desse instrumento de diagnóstico situacional populacional, é possível identificar as necessidades e problemas de uma comunidade, fato que promove a criação de ações específicas e singulares a cada local, individualizando e efetivando, dessa maneira, os cuidados em saúde. Esse novo conhecimento promoveu uma reflexão sobre o currículo acadêmico de medicina e o papel dos estudantes para com a comunidade na prática profissional, permitindo buscar uma melhor formação voltada para o SUS.

Palavras-chave


Saúde Pública; Sistema Único de Saúde; Territorialização



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