METRORRAGIA PÓS MENOPAUSA

leticia piccinin

Resumo


É definido como metrorragia pós-menopausa o sangramento vaginal que ocorre após um ano de amenorreia na mulher de meia idade. É causa frequente de consultas nos consultórios ginecológicos em que a paciente relata que voltou a menstruar. Durante estágio da Unidade Educacional Eletivo do curso de Medicina, realizado na área ginecologia e obstetrícia, pode-se acompanhar diversos casos e procedimentos de curetagem buscando diagnóstico para hemorragias uterinas anormais, o que chamou atenção para o diagnóstico diferencial desses sangramentos. O objetivo desse trabalho é dar ênfase nas principais causas de metrorragia de origem no aparelho genital, uma vez que o ginecologista deve fazer o diagnóstico diferencial de outras causas, como iatrogênicas, algumas coagulopatias, leucemia, sepse grave, insuficiência renal crônica, cistite, tumor de bexiga e rim, dentre outras. A metodologia utilizada foi revisão de literatura com base em artigos científicos selecionados com as palavras-chave : metrorragia pós-menopausa; sangramento vaginal; hemorragia genital, totalizando 05 obras, publicadas entre os anos de 2001 a 2014. A endometrite atrófica é responsável por cerca de 30% dos casos de metrorragia, em que após a diminuição hormonal gerada pela menopausa há uma atrofia da mucosa do endométrio, e a espessura da parede uterina diminui; assim, os vasos sanguíneos ficam mais próximos da camada endometrial. Há também uma diminuição da atividade glandular, o que aumenta mais ainda a fragilidade endometrial. Na vaginite atrófica, há uma atrofia vaginal, na qual há diminuição da produção de muco, aumento do pH vaginal, levando a uma irritação local e dificuldade de coito. Os pólipos endometriais e cervicais são responsáveis por 10% dos sangramentos, levando também ao aparecimento de hemorragia pós-coital. Os miomas apesar de regredirem abruptamente após a menopausa podem ser causa de sangramento. Há também os tumores, como o carcinoma do endométrio, o qual surge principalmente após a menopausa em mulheres de cerca de 60 a 70 anos; também carcinoma de colo de útero, sarcoma uterino e carcinoma de trompa ou do ovário. O carcinoma de vulva e vagina é normalmente assintomático, porém, pode evoluir com lesões e áreas ulceradas, levando ao corrimento sanguinolento. Assim, várias são as causas de metrorragia pós-menopausa e é imprescindível uma anamnese completa e um bom exame físico ginecológico, a fim de investigar atrofias, lesões de vulva e vagina. Outro exame a ser realizado é o citopatológico, para a exclusão de uma patologia cervical. Além desses, podem ser feitos, a ecografia pélvica, tanto abdominal quanto transvaginal, curetagem e biopsia. O câncer de endométrio pode sangrar em 90% dos casos e está presente entre 5 à 20% dos casos de sangramento pós menopausa, aumentando a incidência quanto maior for a idade da paciente. Portanto, inúmeros são os diagnósticos diferenciais ginecológicos para sangramento pós menopausa e é de suma importância saber fazer o diagnostico correto, já que pode ser causa apenas uma atrofia vaginal que cursa devido ao processo de envelhecimento bem como câncer que diagnosticado precocemente há grande chance de cura.

Palavras-chave


Metrorragia pós-menopausa; sangramento vaginal; hemorragia genital



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC