RETRAÇÃO CICATRICIAL APÓS TRAUMA TÉRMICO

Lucas Werner Barp, Jaqueline Aparecida Erig Omizzolo, Jaqueline Aparecida Erig Omizzolo

Resumo


Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada entre os meses de agosto e setembro de 2017, originada do estágio da Unidade Educacional Eletivo do curso de Medicina da UNIPLAC, desenvolvido nas áreas de Cirurgia Plástica e Unidade de Terapia em Queimados. A escolha do tema “Retração Cicatricial” norteou-se pela importância deste no serviço oferecido e por estar comumente relacionado ao trauma térmico. Este estudo tem como objetivo a determinação de conceitos usados na descrição das lesões, bem como a evolução comum do quadro, do diagnóstico e das mais recentes condutas na Cirurgia Plástica frente ao correto manejo dos pacientes com retração cicatricial. Como método, foram realizadas pesquisas na base de dados SciELO em artigos científicos e outros periódicos relacionados às áreas-base, buscando-se pelas palavras-chave queimadura, cicatriz, cirurgia plástica e estética. Como critério de inclusão utilizaram-se artigos em língua portuguesa e inglesa, publicados entre os anos de 2012 e 2016, excluindo-se aqueles em que o conteúdo não seguia os objetivos do presente trabalho. Os resultados evidenciaram conceitos comumente usados na descrição das retrações para facilitar a comunicação entre profissionais sobre um mesmo quadro; sobre a evolução do quadro observaram-se direções diferentes tomadas entre dois grandes grupos de lesões, divididos entre aqueles que mantiveram os cuidados simples para a boa cicatrização pós-cirúrgica e os que buscaram alternativas terapêuticas para minimizar o evento cicatricial; quanto ao manejo, são constantes as novas práticas que melhoram o cuidado com o paciente e a busca pela melhor técnica cirúrgica a ser aplicada em cada caso. A retração inicia com um processo cicatricial dado de maneira inadequada, seguindo-se com diminuição da área tecidual atingida pela lesão, que passa a realizar uma ação convergente com estruturas periféricas. O evento atribui à região limitação estética, sendo um evento causador de perda da mobilidade e funcionalidade fisiológicas. De ocorrência relativamente comum, dá-se na maioria dos traumas térmicos, estando diretamente associado à extensão da lesão. Notou-se na busca de conteúdo para o trabalho, que não é recente a preocupação com a qualidade cicatricial em pacientes queimados, havendo novas técnicas terapêuticas e continuidade na pesquisa neste tema. Como provas da eficácia que é o aprofundamento no tema, temos a redução do tempo de internação hospitalar desses pacientes, com a melhora significativa no resultado estético das lesões. Contrações cicatriciais se dão mais prevalentemente nos pacientes que não receberam os cuidados adequados num primeiro atendimento e no seguimento do manejo, estando cerca de 8% dos queimados apresentando o quadro. Conclui-se que, a busca constante pela melhora do resultado estético se dá pelo olhar crítico ao fim de cada processo cirúrgico reconstrutivo, pondo o paciente queimado como ser em seu momento de retomada à vida, priorizando pela saúde junto à qualidade estética, mesmo que para tal sejam necessárias ações de outras áreas como a fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia. Fazendo-se necessárias práticas que contribuam para o atendimento humanizado, como processo de qualificação da paciente enquanto ser humano dotado de sua beleza singular.

Palavras-chave


Queimadura; Cicatriz; Cirurgia Plástica; Estética.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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