REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: DISFUNÇÃO SEXUAL FEMININA NO CLIMATÉRIO

Matheus de Oliveira Sousa

Resumo


Introdução: É visto que a satisfação sexual é um ponto chave para melhor qualidade de vida, quanto para homens, quanto para mulheres. Porém, durante o climatério há aumento da possiblidade de disfunção sexual (DS), principalmente pelo hipoestrogenismo característico dessa fase da vida feminina. Sendo a DS prevalente em 67% das mulheres de 40 a 65 anos no Brasil. Método: Realizou-se revisão bibliográfica em livros e artigos científicos na base de dados Scielo. Utilizou-se como descritores: Menopausa; Climatério. Objetivo: Analisar os impactos do climatério na sexualidade feminina e na qualidade de vida da mulher. Revisão: A DS possui uma complexa relação de causas, mas a principal delas é o hipoestrogenismo presente na menopausa. O hipoestrogenismo ocorre devido à baixa conversão de androstenediona e testosterona ovarianos em estrógenos. Uma vez que essa conversão, na menopausa, passa a ocorrer apenas no tecido adiposo periférico, músculo e pele. Esta queda no nível sérico de estrogênio relaciona-se com comorbidades que elevam a chance de desenvolvimento de DS. Entre estas comorbidades destacam-se: o enfraquecimento do assoalho pélvico, o qual aumenta a probabilidade de correções cirúrgicas de assoalho, com duas vezes mais chances de DS; osteoporose, aumento de três vezes na chance de DS; diminuição do tônus do músculo liso do sistema genitourinário, com surgimento de incontinência urinária, a qual aumenta em 2 vezes a probabilidade de DS. A DS associada a incontinência urinária possui relação com o bem-estar e autoimagem negativas, assim como o estado nutricional e ponderal da mulher, fatores determinante para satisfação sexual. O ganho ponderal característico do climatério está diminuído em mulheres que realizam terapia de reposição hormonal (TRH). O hipoestrogenismo fisiológico do climatério também é a causa de dispareunia e secura vaginal, fatores que levam a insatisfação sexual e DS. Conclusão: A DS possui forte relação com o hipoestrogenismo característico da peri-menopausa e menopausa. Com a TRH nestes períodos ocorre melhora da lubrificação vaginal, aumento da libido e do orgasmo, diminuição do enfraquecimemento do assoalho pélvico, menor perca de tônus muscular com redução da incontinência urinária e menor ganho ponderal. Portanto, para manutenção da qualidade de vida associada a satisfação sexual torna-se benéfico a TRH, seja estrogênica ou estroprogestagênica.

Palavras-chave


Climatério; Terapia hormonal; Hipoestrogenismo; Disfunção sexual



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