ANEMIA: UM ESTUDO NO PACIENTE IDOSO

Rafael Martins Matioli

Resumo


A anemia, por ser uma condição comum e associada a importante morbidade e mortalidade no idoso, despertou o interesse para realização dessa revisão de literatura que surgiu devido ao estágio feito na Unidade Educacional Eletivo do 3° ano do curso de Medicina da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC), ao qual acompanhei casos da doença na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) do Hospital Tereza Ramos em Lages, Santa Catarina. Esse trabalho tem como objetivo definir a anemia com enfoque na população idosa, assim como mostrar a importância que é a atenção da doença nessa faixa etária. Foi realizado um estudo a partir de literaturas referentes à anemia, usando-se seis artigos dos últimos oito anos de periódicos da base eletrônica da Scielo e do Ministério da Saúde. A anemia, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é definida como uma condição anormal de baixo conteúdo de hemoglobina no sangue, com valores menores de 13g/dl para homens e de 12g/dl para mulheres. No processo de envelhecimento, há importante declínio fisiológico de muitos sistemas do organismo o que aumenta a probabilidade da ocorrência de disfunções e doenças na população idosa. Com a diminuição nas atividades físicas e mudanças nos padrões alimentares relacionados a essa faixa etária, há uma predisposição maior à anemia, além de o idoso sofrer mais rapidamente as consequências da doença por possuir menor capacidade de adaptação cardiorrespiratória. Estudos indicam que a mortalidade é muito maior entre idosos anêmicos que nos não anêmicos e que mais de 10% da população mundial acima de 65 anos possue esse problema hematológico, que pode ocorrer devido a três grupos principais: por deficiências nutricionais, principalmente pela falta de ferro -anemia ferropriva- que é a mais comum e de prevalência em todas as regiões do Brasil; por doenças crônicas, incluindo infecções e inflamações crônicas; e anemias inexplicadas, relacionadas às neoplasias malignas. Sendo a falta de ferro a mais frequente, dieta e absorção inadequadas desse mineral contribuem para anemia, porém deve-se ter maior atenção na perda de sangue pelo trato gastrointestinal, sendo a causa mais comum para a implantação desse tipo da doença no idoso. No Brasil, entre 1960 e 2002, o número de idosos passou de 3 para 14 milhões, um aumento de 500%, e estima-se que alcançará 32 milhões em 2020, o que traz um grande desafio para a saúde pública nacional, uma vez que espera-se um aumento das condições de saúde relacionadas à idade e implica maior foco nessa população. Portanto, após a realização do estágio do Eletivo e dessa revisão de literatura, foi visto que a anemia no idoso ocorre devido a inúmeros fatores responsáveis por diminuir a qualidade de vida, assim como potencializar a disfunção cognitiva e aumentar o tempo de internamento dessa população. É imprescindível um diagnóstico precoce da doença, visto que é altamente reversível com o tratamento adequado, além de prevenir morbidades relacionadas a essa faixa etária e buscar cada vez mais uma maior e melhor expectativa de vida para os idosos.

Palavras-chave


Anemia; Idoso; Envelhecimento.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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