REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES (IVAS)

Felipe Zabot

Resumo


As infecções virais das vias aéreas superiores (IVAS) são o conjunto de doenças mais comuns que afetam os seres humanos. A população adulta desenvolve 2 a 5 episódios ao ano; as crianças desenvolvem de 7 a 10 episódios no decorrer do ano. Elas estão entre as causas mais comuns de consulta a profissionais de saúde, e, embora os quadros da doença sejam caracteristicamente leves, suas altas taxas de incidência e de transmissão as colocam entre as principais causas de absenteísmo no trabalho e na escola. Apesar de a minoria de tais doenças (cerca de 25%) ter causa bacteriana, elas são o principal diagnóstico usado como justificativa para a prescrição de antibióticos. Objetivo: identificar o sinais e sintomas e a conduta adequada nas IVAS. Métodos: Realizou-se revisão bibliográfica em livros, guidelines, artigos científicos nas bases de dados scielo e biblioteca virtual em saúde, totalizando 6 obras. IVAS são definidas como todo e qualquer processo infeccioso viral ou bacteriano que acomete região nasal, seios da face, ouvido, faringe e laringe; vírus são os mais frequentes agentes. Os sinais e sintomas não permitem determinar uma localização anatômica específica, mostram-se inespecíficos geralmente se apresentam como uma síndrome catarral aguda, leve e autolimitada, com duração média de 1 semana (entre 2-10 dias). Os sinais e sintomas frequentemente diferem entre os pacientes, mesmo quando causados pelo mesmo vírus e os principais são rinorreia (purulenta ou não), congestão nasal, tosse e dor de garganta. Outras manifestações, como febre -mais comum em crianças pequenas e lactentes-, mal-estar, espirros, linfadenopatia e rouquidão, são mais variáveis. O diagnóstico é feito clinicamente através de anamnese e exame físico; as características clínicas que mais orientam às decisões diagnósticas são: duração da doença, sintomas mais de 10 dias acompanhados por dor, hiperemia local, edema, secreção purulenta e obstrução que geralmente indicam infecção bacteriana. Os antibióticos não são indicados no tratamento das IVAS inespecíficas e o seu mau uso facilita o surgimento de resistência aos antimicrobianos. Na ausência de evidências clínicas de infecção bacteriana, o tratamento deve ser apenas sintomático, com o uso de descongestionantes e anti-inflamatórios não esteroides e os mais indicados são pseudoefedrina 120 mg a cada 12 horas, mucolíticos como guaifenesin 200 a 400 mg a cada quatro a seis horas e brometo de ipratrópio 0,03 ou 0,06%, dois sprays em cada narina a cada 12 horas durante vários dias, são potencialmente benéficos. Os ensaios clínicos feitos com zinco, vitamina C, equinácea e outros remédios alternativos não demonstraram qualquer benefício consistente; o alho demonstrou ter valor profilático, mas não diminui o tempo de recuperação. Conclusão: As IVAS demandam grandes recursos aos serviços de saúde e são a maior causa de uso de antibióticos o que vem propiciando o aumento de bactérias resistentes a antimicrobioterapia, ao médico cabe estar preparado com o intuito de beneficiar o paciente optando para o melhor tratamento sem no futuro prejudica-lo.

Palavras-chave


IVAS; vias aéreas; infecção; viral; bacteriana.



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