CRISES EPILÉPTICAS FEBRIS NA INFÂNCIA

Priscila de Almeida

Resumo


Este estudo surgiu a partir de uma experiência acadêmica na área de Clínica Médica durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante o mês julho/2017 e tem como foco o conhecimento sobre as Crises Epilépticas Febris na Infância, analisando suas características particulares e sua importância clínica, visto que é a condição epiléptica mais comum durante a infância. O objetivo é apresentar definição, manifestações clínicas, critérios para diagnóstico, achados de exames complementares e conduta inicial. A metodologia utilizada foi a revisão de literatura com pesquisa em livros de pediatria e periódicos científicos com as palavras-chave Convulsão Febril. Crises Epilépticas. Epilepsia, mediante a qual encontrou-se 05 artigos. Para o estudo foram utilizadas 04 obras. As convulsões febris são uma manifestação epiléptica benigna da infância que ocorre entre 3 meses e 5 anos de idade e sua incidência se aproxima de 3%-4% nos pré-escolares. Antecedentes familiares positivos de crises febris em irmãos e nos pais sugerem predisposição genética. É definida como uma crise convulsiva acompanhada por febre que ocorre em crianças sem evidência de infecção ou inflamação do sistema nervoso central, alteração metabólica e ausência de história prévia de crise convulsiva. Uma crise febril simples geralmente se associa a um nível de temperatura que aumenta rapidamente até 39ºC ou mais. Inicialmente tem uma natureza generalizada e tônico-clônica, com duração de apenas alguns segundos, seguida por um breve período pós-ictal de sonolência, com a ocorrência de somente um episódio em 24 horas. É descrita como complexa quando sua duração é superior a 15 minutos, quando ocorrem crises repetidas no prazo de 24 horas ou quando se observam crise focal ou achados focais durante o período pós-ictal. O diagnóstico é clínico, através de anamnese e exame físico cuidadosos, devendo sempre classificar a crise em simples ou complexa, identificar o possível foco da febre e descartar meningite ou encefalite. Dentre as causas mais frequentes de crises febris estão as infecções virais do trato respiratório superior, roséola e otite média aguda. Além da determinação da glicemia, é necessário a solicitação de exames laboratoriais como os eletrólitos séricos e triagem toxicológica com base em circunstâncias clínicas individuais, como evidências de desidratação. A conduta de rotina para um lactente normal com crises febris simples e breves inclui pesquisa cuidadosa da causa da febre e orientação dos pais. Embora não se tenha demonstrado que os antipiréticos previnam a recorrência das crises, medidas ativas para controlar a febre, incluindo o uso dos antipiréticos, podem reduzir o desconforto e promover tranquilidade. As crises febris em geral têm excelente prognóstico, mas também podem significar uma doença infecciosa aguda subjacente séria, por isso a importância de que cada criança com crises associadas à febre seja cuidadosamente examinada e apropriadamente investigada para a identificação da causa da febre, principalmente quando se tratar da 1ª crise. A revisão sobre as Crises Epilépticas Febris possibilitou o aprofundamento de conhecimentos que envolvem a complexidade da identificação e conduta desse acometimento tão comum na área de Pediatria, contribuindo de maneira expressiva na formação acadêmica.

Palavras-chave


Convulsão Febril; Crises Epilépticas; Epilepsia.



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