ENCEFALOPATIA HEPÁTICA E SUA CORRELAÇÃO COM O PROGNÓSTICO DE PACIENTES PORTADORES DE CIRROSE HEPÁTICA

Paula Dierschnabel Weis, Renata Collaço Cassol

Resumo


O presente trabalho apresenta uma breve revisão bibliográfica acerca da Encefalopatia Hepática e sua correlação com o prognóstico de pacientes portadores de cirrose hepática. Este estudo foi realizado a partir da experiência vivenciada na área de Gastroenterologia e Hepatologia durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, no período de 20 de Janeiro à 08 de Fevereiro de 2017. A metodologia utilizada constitui uma revisão bibliográfica em seis literaturas baseadas em pesquisas em bases indexadas SciELO e LILACS, livros de Gastroenterologia e Hepatologia, e artigos publicados veiculados entre 2009 e 2016, com assuntos relacionados à doença hepática crônica e sua manifestação neurológica, a Encefalopatia Hepática. A Encefalopatia Hepática (EH) consiste em uma síndrome neuropsiquiátrica que pode se desenvolver em pacientes com insuficiência hepática aguda ou crônica. Sendo que em pacientes cirróticos, abrange uma gama de alterações que variam desde anormalidades psicomotoras leves (encefalopatia mínima ou subclínica) até o coma hepático. A encefalopatia hepática exerce grande impacto na qualidade de vida e na sobrevida, sendo inclusive, uma das indicações para transplante hepático quando presente. De acordo com a doença hepática de base, poderá ser classificada em tipo A (associada à insuficiência hepática aguda) , tipo B (associada ao bypass porto-sistêmico na ausência de doença hepática intrínseca) ou tipo C (associada à cirrose). Seu diagnóstico permanece essencialmente clínico, manifestando-se como desorientação progressiva, comportamento inapropriado, estado confusional agudo com agitação ou sonolência, estupor, e, nas formas mais graves, coma. A presença de encefalopatia hepática demonstrou aumentar a mortalidade e diminuir a qualidade de vida de pacientes cirróticos. A probabilidade de sobrevida na ausência de transplante hepático após o primeiro episódio de EH é de apenas 42% ao 1 ano e 23% aos 3 anos. O risco de um 1º episódio de EH é de 5-25% nos primeiros 5 anos após o diagnóstico da cirrose, dependendo da presença de fatores de risco e, após o primeiro episódio o risco cumulativo é de 40% de recorrência em 1 ano. A EH foi o terceiro principal motivo de internação, em 19,6% dos casos, e uma das principais complicações presentes no período intra-hospitalar, em 22,5% dos casos. A presença de EH está altamente associada com maior mortalidade, apresentando uma prevalência cerca de 7,36 vezes maior de morte em relação aos que não apresentaram essa complicação, sendo que a taxa de mortalidade pode chegar a 30% nesses pacientes.

Palavras-chave


Cirrose; Encefalopatia Hepática; Hepatologia.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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