INFECÇÃO ENDOCERVICAL POR Chlamydia trachomatis

Caroline Rosa da Cruz, Rafael de Lima Miguel, Bruna Fernanda da Silva

Resumo


A Chlamydia trachomatis é uma bactéria intracelular obrigatória, imóvel, pertencente à família Chlamydiaceae. Essa bactéria pode infectar homens e mulheres, comprometendo o sistema reprodutivo de ambos, e é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST). Visto a importância dessa IST, este trabalho tem por objetivo descrever os impactos da infecção endocervical por Chlamydia trachomatis na saúde da mulher, por meio de revisão de literatura. Para isso, foram selecionados artigos científicos internacionais que continham informações sobre a epidemiologia da infecção endocervical por C. trachomatis em mulheres, publicados entre os anos de 2008 – 2017, disponíveis na base de dados PubMed. Como resultado, os artigos trazem que, na maioria dos casos, a infecção por C. trachomatis é assintomática. Porém, a infecção endocervical por essa bactéria na mulher é associada com a doença inflamatória pélvica (DIP), cervicite, gravidez ectópica, infertilidade, além de também acarretar complicações obstétricas, como a prematuridade, e consequências ao neonato como pneumonia neonatal e conjuntivite. Além disso, infecções por C. trachomatis podem provocar dor durante a relação sexual, reduzindo a satisfação e a qualidade do sexo em mulheres. Entre as manifestações clínicas predominantes, há relatos de secreção endocervical mucopurulenta, disúria e cervicite. A prevalência de infecção pode variar de acordo com a metodologia empregada para o diagnóstico e a população em estudo, mas no geral, com o emprego da técnica de PCR (reação em cadeia polimerase) em artigos publicados entre 2008 – 2017, a prevalência de infecção variou no geral entre 5% e 20% em estudos realizados em diversos países. Também há forte associação entre as infecções por C. trachomatis e outras ISTs, tais como, o papiloma vírus humano (HPV), Trichomonas vaginalis, Neisseria gonorrhoeae, Mycoplasma genitalium, dentre outras. A partir disso, conclui-se que a C. trachomatis causa inúmeros prejuízos a saúde feminina, e por ser na maioria das vezes assintomática, deve ser investigada em clínicas e consultórios ginecológicos.

Palavras-chave


Chlamydia trachomatis; Cervicite; IST.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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