ESTENOSE AÓRTICA: REVISANDO ETIOLOGIA, FISIOPATOLOGIA E SINAIS CLÍNICOS

Lizandra Silveira

Resumo


Durante a Unidade Educacional Eletivo foram presenciados alguns casos de estenose aórtica, tanto sintomáticos como assintomáticos, em fase de acompanhamento. A experiência ocorreu no mês de julho, no Instituto Nossa Vida de Coronel Vivida- PR, onde presenciei a rotina do hospital na área de Clínica Médica. Neste contexto, assisti no diagnóstico e acompanhei os internamentos por essa enfermidade .Objetivou-se apresentar uma breve revisão bibliográfica sobre estenose aórtica, salientando sua etiologia, fisiopatologia e sinais clínicos.Os resultados apresentados foram baseados em artigos da Revista Brasileira de Cardiologia, Revista da sociedade portuguesa de medicina interna, e a diretriz de valvopatia. A estenose aórtica é a doença valvar mais comum e sua incidência aumenta com o envelhecimento da população, sendo que está presente em 4,5% da população acima de 75 anos. Quando sua gravidade é ligeira a moderada, a doença é bem tolerada, e geralmente não é acompanhada por sintomas. Quando evolui para grave, está associada a morbidade e mortalidade significativas. Esta enfermidade está relacionada à obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo pela calcificação de seus folhetos valvares. Possui três etiologias: Congênita, onde os folhetos estão parcialmente fusionados, e o fluxo anormal leva a fibrose e calcificação; Reumática, em que a inflamação irá gerar adesão e fusão das comissuras, pode estar relacionada com insuficiência da mesma, ou doença mitral; e a Degenerativa, na qual há depósito de cálcio nas bases, que levará a folhetos inflexíveis, e será mais comum em pacientes com diabetes mellitus e hipercolesterolemia. Independente da causa haverá calcificação dos folhetos, que estabelecerá redução do fluxo valvar, com isso ocorre sobrecarga ventricular esquerda, com manutenção da função sistólica, garantindo a contratilidade. Esse mecanismo compensatório impede que haja aumento da tensão sistólica e diastólica na parede ventricular, apesar da resistência. Com o tempo, os mecanismos compensatórios entram no limite, e haverá desequilíbrio entre os compartimentos muscular, intersticial, e vascular, levando à isquemia e dano vascular. Os sintomas aparecem quando os mecanismos compensatórios cessam. A angina, a dispneia e a síncope, formam a tríade principal dos sinais clínicos de estenose aórtica. A angina é causada por isquemia miocárdica e compressão dos vasos coronários; a dispneia acontece em decorrência da disfunção diastólica do ventrículo esquerdo, com aumento excessivo da pressão final de enchimento, levando à congestão pulmonar; e a síncope acontece por diminuição da perfusão cerebral. É recomendado portanto, o acompanhamento clínico da doença, para avaliação de risco-benefício relativo a intervenção cirúrgica, assim como sua precocidade em casos necessários, com isso visando diminuir a morbidade e mortalidade por essa enfermidade

Palavras-chave


estenose aórtica; degeneração; mecanismos compensatórios



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