BIOMARCADORES PARA ESCOLHA TERAPÊUTICA DE DEPRESSÃO

Isabel Libardoni Michanoski

Resumo


A prática da Unidade Educacional Eletivo do 3º ano do curso de Medicina foi realizada na especialidade de Neurogeriatria. Neste período foi possível observar cinquenta e quatro casos de depressão, tendo como fator gerador, acontecimentos, atitudes e consequências multifatoriais, tornando a escolha terapêutica baseada nos aspectos biológicos, sociais e psicológicos do paciente. Assim, surge o interesse de realizar uma revisão bibliográfica de forma concisa da nova ferramenta que é o exame de sangue no auxílio da identificação dos medicamentos mais efetivos para o tratamento de um paciente com depressão. Realizou-se pesquisa bibliográfica com as palavras-chave depressão, inflamação e antidepressivos. , utilizando-se as bases de dados SciELO e da International Journal of Neuropsychopharmacology, totalizando 5 obras publicadas entre os anos de 2008 e 2016. Dentre os diferentes antidepressivos utilizados não há diferenças significativas em termos de eficácia. No entanto, o perfil em termos de tolerabilidade, risco de suicídio, preço, efeitos colaterais varia bastante, o que implica em diferenças na efetividade dos psicofármacos para cada paciente. Atualmente o tratamento padrão para depressão se fundamenta na história clínica, em que o profissional faz tentativas com antidepressivos buscando encontrar um que se enquadre ao caso do paciente. Para reduzir esse tempo de resposta, o exame de sangue busca medir a quantidade de dois biomarcadores – fator de inibição da migração de macrófagos (MIF) e interleucina-1 Beta para analisar o grau da inflamação na circulação de pacientes. As citocinas podem entrar e agir no cérebro, tornando assim o cérebro vulnerável ao estresse. Quanto menor os níveis de inflamação, mais sucesso na terapia padrão de medicamentos de primeira-linha como, por exemplo, os tricíclicos (Amitriptilina) e os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (Fluoxetina, Paroxetina), e, quanto maior a inflamação, maior a gravidade, portanto, é necessária uma intervenção mais complexa, a exemplo do inibidor da recaptação da serotonina e noradrenalina (Venlafaxina ), do antidepressivo noradrenérgico e serotoninérgico específico, NaSSA (Reboxetina, Mirtazapina ), e do inibidor reversível da monoamino oxidase, RIMA (Moclobamida ). Cerca de metade de todas as pessoas tratadas por depressão não melhora com antidepressivos de uso inicial, e aproximadamente um terço dos pacientes tem resistência a todos os medicamentos concebidos para ajudá-los. Portanto, conclui-se que o exame de sangue buscando os níveis de inflamação do MIF e da interleucina-1 Beta poderá mudar essa realidade, para novas perspectivas na busca de uma terapêutica mais efetiva.

Palavras-chave


Depressão; Inflamação; Antidepressivos.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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