AVC ISQUÊMICO E PROFILAXIA

Jéssica De Boit Nuernberg

Resumo


As doenças cerebrovasculares constituem a maior causa de morte no Brasil e uma das principais causas de mortalidade no mundo. Dentre essas doenças, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), que pode ser classificado em isquêmico e hemorrágico, é a principal causa de incapacidade em adultos. O AVC apresenta como fatores de risco o tabagismo, a dislipidemia, a hipertensão arterial, o diabetes, a obesidade e o sedentarismo. A curiosidade pelo tema escolhido surgiu durante experiências vivenciadas durante o Estágio Eletivo do curso de Medicina da Universidade do Planalto Catarinense, realizado na área de Clínica Médica. O objetivo desse trabalho é esclarecer sobre a incidência de casos de AVC isquêmico, sua patologia, bem como alguns fatores de risco que se controlados podem diminuir essas ocorrências. Foi realizada uma revisão de literatura com pesquisa através de base de dados utilizando artigos científicos e livros de clínica médica. O AVC isquêmico é o mais frequente (80-85% dos casos) e ocorre quando há obstrução da irrigação sanguínea de determinada área cerebral. Em geral, a isquemia é de origem trombótica, usualmente por processo de aterosclerose, ou embólica, quando trombos de origem cardíaca ou arterial, como as carótidas, migram para as artérias encefálicas. A oclusão ou hipoperfusão de um vaso cerebral, levando a uma paragem do fluxo sanguíneo, provoca em poucos minutos a morte neuronal no centro da zona infartada. Os sintomas e sinais variam consoante o território cerebral envolvido. No entanto, alguns sintomas são frequentemente encontrados, incluindo: diminuição de força e/ou sensibilidade, afasia, apraxia, disartria, alteração de consciência e confusão, diplopia, vertigem, nistagmo, ataxia. A doença pode provocar sequelas permanentes, o que gera necessidade de adaptação familiar, demanda constante do sistema de saúde e custos elevados. As doenças cerebrovasculares estão no segundo lugar no topo de doenças que mais acometem vítimas com óbitos no mundo, perdendo a posição apenas para as doenças cardiovasculares. As pesquisas indicam que esta posição tende a se manter até o ano de 2030. No entanto, nas últimas décadas demonstrou-se que a rapidez e a organização no atendimento desta doença, além da utilização de protocolos e medicações específicas, diminuem a mortalidade e minimizam as sequelas. Apesar disto, poucos hospitais no Brasil, quatro em Santa Catarina, estão preparados para este atendimento. De acordo com o exposto, pode-se concluir que a aplicação de programas de políticas públicas na área da saúde pode auxiliar na prevenção e na redução do risco de AVC. Medidas simples e eficazes como o controle periódico da pressão arterial, dos níveis glicêmicos e de colesterol, a cessação do tabagismo, o consumo moderado de álcool, a prática regular de atividades físicas e de alimentação saudável, tornam-se eficazes se manejadas corretamente.

Palavras-chave


AVC; AVC ISQUÊMICO;PROFILAXIA.



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