BOAS PRÁTICAS SOCIOAMBIENTAIS: REFLEXÕES DO CAMPO DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL SOBRE AS FAMÍLIAS DE CATADORES DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Schirlei Ferreira, Marina Patrício Arruda

Resumo


O desconhecimento em relação ao risco ao qual as famílias de catadores informais de resíduos sólidos se expõem também mantém a busca pela sobrevivência das mesmas, apontando a necessidade de estudos mais aprofundados sobre a questão da separação do lixo reciclável. A catação dos materiais reciclados é uma prática livre que insere idosos, adultos, crianças e adolescentes que se expõem a um trabalho inadequado, propícios a diversos riscos de acidentes e doenças contagiosas, caracterizando-se um trabalho insalubre. O estudo aqui apresentado como objetivo geral sensibilizar as famílias de catadores de resíduos sólidos informais a realização de boas práticas socioambientais. E como objetivos específicos: Identificar o perfil sócio-econômico das famílias de catadores de resíduos sólidos; Orientar boas práticas sócio-ambientais para evitar doenças e acidentes ocupacionais geradas pelo contexto de trabalho e Propagar um selo de apoio a boas práticas socioambientais aos catadores no território. Trata-se de uma pesquisa-ação que além dos aspectos referentes à pesquisa propriamente dita, envolve também a ação dos pesquisadores e dos grupos interessados. O estudo se desenvolve por meio do método qualitativo. A pesquisa tem como público alvo as famílias de catadores de resíduos sólidos que atuam na área de abrangência do bairro Tributo, periferia da cidade de Lages, SC. Como instrumentos de pesquisa foram utilizados entrevistas semi-estruturadas, onde o pesquisador proferiu as perguntas e preencheu o questionário, redigindo na integra a fala do participante. O estudo contou ainda com observação direta e registros fotográficos como forma de descrever o contexto da pesquisa . Foram entrevistadas cinco famílias de catadores em seus domicílios. A análise de dados sócio econômicos ocorreu por meio do programa Excel e discussões teóricas em torno das perguntas descritivas. A pesquisa integra um projeto maior intitulado “MÃOS LIMPINHAS-FAMÍLIAS DE CATADORES DE LIXO NO COMBATE À PARASITOSE” aprovada pelo CEP sob o parecer de número: 1.452.722. A pesquisa segue de acordo com a Resolução nº 466/2012, garantindo assim o bem estar e o sigilo dos participantes, a identificação das famílias estudadas foi letras sendo A, B,C,D e E. Alguns resultados preliminares desse estudo podem ser apontados como; visitas domiciliares com distribuição de material com questões relativas à higiene e parasitose, disponibilização de selos “Boas Práticas Sócio ambientais” para ser usado nas carroças proporcionando visibilidade e instigando a adesão de outras famílias a boas práticas no manuseio com o lixo. Ocorreu também nas dependências da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC), uma atividade realizada com o apoio do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação, Saúde e Qualidade de vida (GEPESVIDA), que recebeu e orientou as famílias participantes da pesquisa sobre a questão da água, Aquífego Guarani, descarte do lixo não reciclado e outros. A proposta foi de aproximação das famílias a universidade visando ampliar seu conhecimento sobre a preservação do meio ambiente e a importância de aderir e promover novas práticas socioambientais junto à comunidade Lageana.

Palavras-chave


Boas práticas socioambientais; Residência multiprofissional; Educação Ambiental.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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