Doença Renal Policística

Jéssica Telli

Resumo


As doenças renais policísticas (DRP) constituem um grupo de patologias graves que podem levar o indivíduo à falência renal. Se não forem tratadas adequadamente, as DRP podem levar o paciente a ter complicações sistêmicas graves e vir a óbito. Desta forma de doença reconhecem-se duas entidades distintas conforme herança genética, morfologia dos cistos, aspectos clínicos, radiológicos e laboratoriais: doença policística renal autossômica recessiva (DPRAR) e a doença policística renal autossômica dominante (DRPAD). Entre elas, destaca-se a forma autossômica dominante (DRPAD), que é a doença renal congênita mais frequente, afetando um em cada 400 a 1000 nascimentos. Cerca de 50% dos indivíduos com DRPAD têm falência renal por volta dos 60 anos, devido ao aumento de tamanho dos cistos e destruição do parênquima renal. Essa revisão de literatura tem como objetivo reunir os principais aspectos acerca das DRP, como epidemiologia, diagnóstico precoce e comorbidades frequentes. Para tal, foi realizada uma revisão da literatura, onde foram lidos os artigos sobre as doenças renais policísticas. Os artigos foram retirados de fontes de literatura médica e científica como SciELO, pubmed e uptodate. Através dos estudos e das pesquisas realizadas, cunclui-se que a DRP é uma doença bastante complexa, que surge de alterações diversas nas vias de sinalização celular. A evolução natural da doença compreende crescimento cístico, formação de novos cistos e deterioração da função renal. É de fundamental importância o diagnóstico precoce através de exames como ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada. Deve-se atentar a sintomas como dor, hematúria e infecção cística, que ocasionalmente podem aparecer nos portadores da doença. O controle de comorbidades como hipertensão, proteinúria, aneurismas e hipertrofia ventricular esquerda é parte fundamental do tratamento da doença. O objetivo principal da terapêutica é a redução da morbi-mortalidade e controle das comorbidades; a qual divide-se em medicamentosa e não medicamentosa. Na terapêutica medicamentosa utilizam-se drogas eficazes em reduzir o crescimento cístico e preservar a função renal; a não medicamentosa consiste em procedimentos como punção e esclerose dos cistos em casos de complicações.

Palavras-chave


Doença renal policística autossômica dominante; Comorbidades; Função renal; Diagnóstico; Tratamento.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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