REVISÃO DE LITERATURA SOBRE A CLASSIFICAÇÃO E MANIFESTAÇÃO CLÍNICA DA DISSECÇÃO AÓRTICA

Flavia Burigo

Resumo


A ruptura da camada íntima que marca o início da dissecção aórtica é o evento catastrófico mais comum que afeta a aorta. A taxa de mortalidade inicial é muito alta nas duas primeiras semanas. Ocorre com frequência pelo menos duas vezes mais em homens do que em mulheres. A dissecção aórtica proximal ocorre com mais frequência entre os 50 e 60 anos de idade, enquanto a dissecção aórtica distal é mais comum entre 60 e 70 anos. A maioria dos pacientes tem hipertensão. Um alto índice de suspeita de dissecção aórtica deve ser mantido ao se avaliar o paciente com inexplicável dispneia ou dor nas costas ou com uma síndrome complexa compatível com esse diagnóstico. A melhora na sobrevida requer o reconhecimento imediato do distúrbio e a instituição imediata da terapia medicamentosa e/ou cirúrgica. O estudo tem como objetivo englobar os dados sobre a classificação e manifestação clínica da dissecção de aorta com a finalidade de promover o melhor esclarecimento.Foi baseado na revisão das diretrizes da cirurgia de doenças da aorta em 2004, um relato de caso publicado em 2012 e a literatura traduzida do tratado de doenças cardiovasculares. Existem duas principais classificações da dissecção aórtica, baseados na localização da dissecção – DeBakeye de Stanford. A primeira divide as dissecções em tipos I, II e III. As tipo I originam-se na aorta ascendente e se estendem até o arco aórtico e, muitas vezes, até a aorta descendente, ao longo das artérias ilíacas. Tipo II envolvem apenas a aorta ascendente. O tipo III começa na aorta descendente, distalmente à artéria subclávia esquerda. A classificação de Stanford tipo A envolvem a aorta ascendente, enquanto as tipo B são aquelas que não envolvem a aorta ascendente. O sintoma mais comum é a dor, de início súbito e com intensidade máxima no início, é migratória tendendo a seguir o trajeto da dissecção. Pode irradiar do peito para as costas. Pode incluir a insuficiência cardíaca congestiva, síncope, o acidente vascular encefálico, o infarto agudo do miocárdio, neuropatia periférica aguda, paraplegia, morte súbita. Conclui-se que a dissecção de aorta é uma condição médica potencialmente fatal. A sobrevivência é muito melhor se for diagnosticada cedo e tratada. A maior parte das dissecções começa a alguns centímetros da valva aórtica, e uma parte delas tem sua origem distalmente à artéria subclávia esquerda. As lacerações ocorrem mais na aorta ascendente, seguida da descendente, e menos recorrente no arco aórtico e na aorta abdominal. A dor abdominal aguda é o sintoma mais comum presente nos casos.

Palavras-chave


dissecção; aorta; íntima



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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