PNEUMONIA ADQUIRIDA NO HOSPITAL (PAH)

Pedro Henrique Ronchi Dal Toé

Resumo


As PAHs são processos inflamatórios infecciosos que ocorrem em ambiente nosocomial. É definida como a segunda maior causa de infecção hospitalar, sendo responsável por 25% das infecções adquiridas em UTI. Realizou-se revisão bibliográfica em livros publicados no período entre 2009-2017 e artigos científicos publicados nas bases de dados Pubmed e Scielo entre 2013-2016. Utilizou-se como descritor: Pneumonia Nosocomial. Doenças Infecciosas Hospitalares. Pneumonia Hospitalar. A PAH é definida como infecção do aparelho respiratório inferior que ocorre após 48 horas da internação e antes de 15 dias após alta hospitalar. A PAH é habitualmente de etiologia bacteriana e o agente etiológico varia de acordo com o tempo de admissão do agente. Atualmente, quando a PAH ocorre nos primeiros quatro dias da internação, o principal agente etiológico é o Streptococcus pneumoniae, seguido da Moraxella catarrhalis, Haemophilus influenzae e Staphylococcus aureus. Quando a PAH ocorre após o quinto dia, há predomínio de microrganismos resistentes, sendo os principais agentes etiológicos o Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter spp. e Staphylococcus aureus resistente à Oxacilina. É uma infecção de origem multifatorial e o estado de diminuição de defesas do paciente é o fator determinante. Uso de drogas, doenças de base do paciente, desnutrição e invasão por sondas, cateteres ou cânulas são os principais fatores determinantes. A PAH se manifesta com febre, tosse, dor torácica e dispneia. O diagnóstico correto tem implicação prognóstica, pois há várias causas possíveis para alterações da radiografia torácica que simulam uma pneumonia, e, a presença de outras doenças respiratórias com sinais comuns de pneumonia. O diagnóstico clínico de PAH é definido pela presença de um infiltrado radiológico associado pelo menos a dois dos seguintes sinais: febre, secreção traqueal purulenta, leucocitose ou leucopenia. O Escore Clínico de Infecção Pulmonar (CPIS) foi desenvolvido para melhorar a prescrição excessiva de antibióticos e para melhorar a eficiência da avaliação clínica. Recomenda-se a obtenção de amostras de secreção respiratória para estudo microbiológico com cultura quantitativa, além de outros exames como: hemocultura, bioquímica, gasometria e marcadores biológicos de infecção. O tratamento divide-se em dois casos. A PAH de início precoce deve ser tratada com antibióticos de menor ação bactericida. Em PAH de início tardio deve-se evoluir o esquema antibiótico e adequar a antibioticoterapia em casos específicos. A melhora clínica ocorre de 3 a 5 dias com tratamento adequado, e quando se mantém por mais de 14 dias, aumenta-se o risco de nova colonização. Em caso de melhora clínica deve-se suspender a antibioticoterapia em oito dias, caso contrário, deve-se adequar o tratamento. Baseado nas observações clínicas associadas ao exame radiológico é possível iniciar com um tratamento empírico. Assim que novos exames estiverem prontos, caso necessário, deve-se modificar o tratamento. Com a utilização de um diagnóstico preciso e precoce, a PAH apresenta melhora prognóstica rápida. Por isso é necessário um tratamento farmacológico adequado, pois evita complicações da doença e, minimiza o tempo do paciente em ambiente hospitalar, suscetível a novas infecções.

Palavras-chave


Pneumonia Nosocomial; Pneumonia Hospitalar



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC