SÍFILIS CONGÊNITA E DANOS A SAÚDE NEONATAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Caroline Rosa da Cruz, Dhébora Mozena Dall’Igna

Resumo


Introdução: A sífilis é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) e tem como agente etiológico o Treponema pallidum, uma bactéria pertencente à família dos Treponemataceae que inclui três gêneros: Treponema, Leptospira e Borrelia. As formas de transmissão de sífilis consistem em sexual, vertical e sanguínea, sendo esta última forma, mais rara atualmente. Objetivo: Visto a importância dessa infecção sexualmente transmissível (IST), este trabalho tem por objetivo descrever os impactos da SC na saúde neonatal. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, onde foram selecionados artigos científicos nacionais e internacionais publicados entre os anos 2000 – 2016/2017, nas bases de dados PubMed, Scielo e Google Acadêmico por meio dos descritores “sífilis” e “sífilis congênita”. Resultados e discussão: Esta infecção, além de trazer inúmeras complicações à gestante infectada por via sexual, também diminui a qualidade de vida do neonato, por apresentar sequelas como baixo peso ao nascer, prematuridade, pneumonias, meningites, lesões neurológicas, ósseas e oftalmológicas, muitas vezes irreversíveis. No contágio sexual, as lesões decorrentes da doença se apresentam principalmente em forma de cancro duro, e ficam localizadas nos órgãos genitais do indivíduo, e também em locais extragenitais, tais como lábios, pele e língua, e, por isso, garantem seu alto índice de transmissibilidade. Quando a gestante infectada transmite ao seu feto, através da placenta, o agente etiológico da sífilis, o que se dá em todos os períodos da gestação, é caracterizado como transmissão vertical. Caracteriza-se sífilis congênita precoce quando o diagnóstico é confirmado antes dos dois primeiros anos de vida da criança, e sífilis congênita tardia após os dois primeiros anos de vida. No entanto, o diagnóstico clínico de sífilis congênita precoce se torna complexo, pois mais da metade das crianças infectadas é assintomática, ou expressa os sinais de forma inespecífica ao nascer. Por isso, o diagnóstico de SC não depende apenas da sorologia, como também é necessário avaliar o histórico clínico-epidemiológico da mãe, além de realizar exame clínico, laboratorial e radiológico da criança. Conclusão: A sífilis congênita representa uma importante infecção que acarreta em inúmeras complicações, assim como impacta nos custos em saúde pública. É de extrema importância os profissionais de saúde possuírem conhecimento acerca da patologia para melhor compreender sua problemática e terapia.

Palavras-chave


Sífilis; Sífilis congênita; IST.



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ISSN 2447-2107
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