Perfil de automedicação entre usuários de uma clínica de fisioterapia no município de Lages (SC).

Daniele Chinelatto Bernardo, Dhébora Mozena Dall’Igna, Nayara Lisboa Almeida Schonmeier

Resumo


Introdução: A promoção do Uso Racional de Medicamentos (URM) é um componente importante da Política Nacional de Medicamentos (PNM) que, historicamente, vem se consolidando como ferramenta de orientação para a educação em saúde, com diretrizes e estratégias para planejamento de ações no processo de terapêutica. O uso inadequado de medicamentos representa um sério problema de saúde pública que se relaciona com o volume imenso de especialidades farmacêuticas no mercado, com a existência de associações irracionais de fármacos, bem como com a fiscalização sanitária ineficiente, prescrição e dispensação irracional, seja por profissionais não capacitados, pela ausência dos mesmos, ou pela falta de comprometimento com a orientação e prestação de serviços, que é direito do cidadão. Para o usuário, a escolha racional proporciona mais garantia de benefício terapêutico a menor custo, contribuindo para a integralidade do cuidado à saúde. Atualmente, a automedicação é um fenômeno global e representa um potencial contribuinte para os problemas de saúde pública relacionados aos medicamentos, como a resistência de patógenos frente aos antibióticos. Objetivos: Estabelecer o perfil da prática de automedicação na clínica de Fisioterapia da UNIPLAC (Universidade do Planalto Catarinense); estabelecer o perfil sociodemográfico dos usuários; conhecer de que modo os pacientes adquirem e utilizam os medicamentos e orientar os usuários acerca do uso racional de medicamentos. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa transversal com abordagem quantitativa descritiva, realizada na Clínica de Fisioterapia da UNIPLAC por meio de questionário e entrevista. O projeto foi avaliado pelo Comitê de ética em Pesquisa (CEP) desta Instituição e foi aprovado pelo CAAE: 68151017.5.0000.5368 com número do parecer: 2.148. Resultados parciais: De 14 entrevistados até o momento, 71,4% afirmam nunca terem sofrido problemas com o uso de medicamentos; 42,8% afirmaram que sempre leem a bula e outros 57% leem as vezes ou nunca; 71,4% afirmam que associam “ter saúde” com o acesso a medicamentos e outros 28,5% afirmam que não ou não necessariamente. Considerações finais: A previsão de aplicação dos questionários é a de atingir 50 pacientes e espera-se poder evidenciar a prática da automedicação com os dados tabulados para escolher a melhor maneira de dar um retorno aos mesmos com orientações acerca dos medicamentos que utilizam. Espera-se contribuir, em parte, com a educação em saúde aplicada ao uso racional de medicações, refletindo em segurança e melhor qualidade de vida.

Palavras-chave


automedicação; saúde pública; fisioterapia; uso racional.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC