Displasia Arritmogênica do Ventrículo Direito

desiree monteiro

Resumo


A Unidade Educacional Eletivo do Curso de Medicina da UNIPLAC permite manter o estudante em contato com os serviços de saúde, contribuindo para a formação de um profissional com visão ampliada no exercício da Medicina. No ano de 2017, elegeu-se a área de Urgência e Emergencia como cenário de atividades práticas, despertando assim o interesse em estudar características clínicas de displasia arritmogênica do ventrículo direito. Atletas e adultos jovens são acometidos por morte súbita cardíaca, a literatura apresenta a displasia arritmogênica do ventrículo direito como responsável por 20% dos casos. O objetivo do estudo é apresentar dados da literatura sobre as características clinicas, diagnósticas e medidas de prevenção de morte súbita relacionada a displasia arritmogênica do ventrículo direito. A metodologia utilizada foi pesquisa em periódicos científicos, base de dados e livros clássicos de cardiologia totalizando 5 obras. A displasia arritmogênica do ventrículo direito (ARVD) é uma doença caracterizada, macroscopicamente, pela substituição de miocárdio por tecido fibroso ou fibroadiposo, predominantemente no ventrículo direito, podendo afetar também o ventrículo esquerdo; o local mais comum dessa substituição está entre o infundíbulo anterior, o ápice e a porção diafragmática do ventrículo direito. A apresentação clínica mais comum é encontrada em pacientes jovens, do sexo masculino e sem história prévia de doença cardiovascular. Os principais sintomas são tonturas, palpitações e síncope, devidos a taquicardia ventricular. A incidência estimada é de 1: 5.000 na população, causa relevante de morte súbita cardíaca, com uma incidência estimada entre 0,8-9%. A ARVD deve ser considerada em pacientes que se apresentam com taquicardia ventricular sintomática ou assintomática; em 30% dos casos são vistos no ECG o surgimento de ondas epsilon. O diagnóstico definitivo é realizado na presença de dois critérios maiores ou de um critério maior e dois menores ou de quatro critérios menores de diferentes categorias. Tais critérios diagnósticos envolvem recursos obtidos a partir de imagens, ECG, ECG de alta resolução, assim como história familiar positiva e arritmias. O mecanismo de morte súbita é a degeneração da taquicardia ventricular para fibrilação ventricular. As ilhas de tecido fibroadiposo geram macroreentrada, formando um substrato arritmogênico. A ARVD também pode causar insuficiência cardíaca direita ou biventricular, em razão de dilatação e perda da função contrátil. As melhores medidas para prevenção da morte súbita cardíaca não estão bem definidas, recomenda-se a pacientes com arritmias bem toleradas o uso de drogas antiarrítmicas. Para pacientes que apresentam taquicardia ventricular sustentada, fibrilação ventricular ou pacientes de alto risco recomenda-se o implante de cardiodesfibrilador, além disso, a prática de atividade física deve ser evitada. Esta revisão permitiu concluir que apesar da baixa incidência, a ARVD é uma doença importante sendo uma das causas de morte súbita e devemos estar atentos a sinais e sintomas que possam sugerir um diagnóstico, buscando a prevenção de morte súbita cardíaca.

Palavras-chave


Arritmia; Cardiologia; Morte Súbita



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC