Estrogênio tópico no tratamento de vaginite atrófica pós-menopausa

Giovana Rodrigues

Resumo


Climatério é chamado o período de transição entre a fase reprodutiva para a não produtiva, nele ocorrem mudanças endócrinas e biológicas devido a queda da fertilidade e perda da função ovariana. Na Unidade Educacional Eletivo do 3º ano de Medicina, houve contato com pacientes no climatério que procuraram atendimento ginecológico e foram diagnosticadas com vaginite atrófica, estas relataram melhora significativa dos sintomas após o tratamento com estrogênio tópico. O objetivo deste trabalho é apresentar resultados de uma revisão bibliográfica sobre o uso do estrogênio tópico para tratamento de vaginite atrófica pós-menopausa e suas vantagens em relação à terapia de reposição hormonal oral. Os resultados apresentados foram obtidos através de uma revisão bibliográfica de 5 artigos publicados nos últimos 10 anos na plataforma eletrônica Scielo. Com a menarca a mulher inicia seu ciclo reprodutivo e o fim deste é marcado pela menopausa, caracterizada como interrupção da permanente da menstruação após 12 semanas de amenorreia, nela os folículos se tornam insuficientes para produzir estrogênio necessário para induzir a menstruação. Os processos de alterações hormonais se iniciam no ovário, o sinal inicial de falência deste é o aumento de FSH causado pela diminuição da qualidade folicular que tem como consequência a redução da síntese e secreção do estradiol. Sem a influência trófica do estrogênio a vagina perde colágeno, tecido adiposo, capacidade de retenção de água e suas paredes se retraem provocando na paciente ardor, dor na relação sexual, dispareunia e diminuição da lubrificação vaginal. De acordo com os artigos revisados, estudos mostraram que a terapia hormonal com estrogênio tópico aplicado diretamente na vagina normalizam a atrofia e reduzem a incidência de infecções recorrentes. Em relação à terapia de reposição hormonal oral, o uso tópico de estrogênio por não sofrer metabolismo no fígado tem menor potencial para estímulo das proteínas hepáticas, fatores de coagulação e perfil metabólico neutro, diminuindo os riscos cardiovasculares e tromboemboliticos. É evidente os benefícios da terapia de reposição hormonal com estrogêniotópico em mulheres no climatério com atrofia vaginal. Em comparação com a terapia hormonal via oral, este método apresenta menores riscos para a paciente com uma melhora significativa dos sintomas. Assim, pode-se concluir que a escolha do estrogênio tópico para o tratamento dessas paciente é seguro e apresenta o melhor custo beneficio.

Palavras-chave


Climatério; Vaginite; Estrogênio; Menopausa.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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