REVISÃO DE LITERATURA: HEPATITE B: ABORDAGEM DIAGNÓSTICA, TERAPÊUTICA E PREVENTIVA

Gabriella de Barros Assink

Resumo


Este estudo derivou de uma experiência de intervenção prática realizada em ambiente hospitalar, na área de Infectologia, durante a Unidade Educacional Eletivo do 6º ano do curso de Medicina da UNIPLAC, nos meses de Julho e Agosto de 2017. A forma como a hepatite B aguda é reconhecida mundialmente, com elevadas taxas de incidência mesmo com medidas preventivas bem conhecidas, como também pela alta transmissibilidade e morbidade associadas, fortalece a importância da identificação ágil dessa condição clínica, reconhecendo seus marcadores sorológicos, possibilitando assim a tomada de decisão terapêutica de forma satisfatória. A metodologia utilizada na revisão foi pesquisa em livros clássicos de infectologia e medicina interna, Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, bem como periódicos científicos da área de infectologia onde se utilizou como palavras-chave infectologia e hepatite B, constituindo a amostra de seis fontes. Hepatite viral pode ser definida como uma infecção, que determina lesão dos hepatócitos, levando a uma necro-inflamação do fígado, originando uma síndrome com manifestações clínicas e laboratoriais relacionadas, sobretudo, às alterações hepáticas decorrentes desse processo inflamatório, que pode variar desde condições brandas até um quadro grave potencialmente fatal. Quanto à transmissão do vírus da Hepatite B (HBV), as vias de contaminação são por relação sexual desprotegida, hemotransfusão, percutânea, transmissão vertical e transplantes de órgãos. O HBV pode originar doença hepática aguda ou crônica, normalmente essas duas formas são oligossintomáticas ou até mesmo assintomáticas. O tempo de incubação da doença varia de 30 a 180 dias, com média de 70 dias. Quanto à forma sintomática da hepatite B, o quadro clínico apresenta-se em 3 fases distintas: fase prodrômica, fase ictérica e fase de convalescência. No tocante ao diagnóstico de Hepatite B, dispomos de marcadores sorológicos-antígenos e anticorpos- capazes de revelarem a presença da doença, fase na qual se encontra, bem como sua classificação em aguda ou crônica, passo importante para a definição da conduta terapêutica. Por conseguinte, no que se refere ao tratamento da hepatite B aguda, não há medicamento específico para essa condição, sendo que o tratamento deve ser sintomático, com uso de antitérmicos e antieméticos, a nível domiciliar. No tocante à profilaxia da hepatite B, a vacina é recomendada para recém-nascidos e crianças (2, 4 e 6 meses),junto aos adultos considerados de alto risco. Formas de prevenção da infecção do HBV devem ser sempre exploradas, as quais incluem uso de preservativos, uso de luvas, óculos e descarte correto do material contaminado, bem como abstenção do uso de drogas injetáveis. Dessa forma, percebe-se a relevância do tema elegido, hepatite B aguda, com enfoque na abordagem diagnóstica, terapêutica e preventiva, destacando a significativa quantidade de atendimentos tanto no contexto nacional e mundial, como durante as atividades realizadas durante o Eletivo.

Palavras-chave


Infectologia; Hepatite B.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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