HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA E SUA INFLUÊNCIA NAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Djohn Lenon Brandl

Resumo


Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um dos principais fatores de risco (FR) para Doença Cardiovascular (DCV); é multifatorial, causada por sustentada elevação dos níveis pressóricos >=140X90mmHg, frequentemente associados a distúrbios metabólicos, alterações estruturais e/ou funcionais de órgãos-alvos. Aproximadamente 32,5% dos brasileiros possuem hipertensão. O objetivo deste estudo é apresentar dados da literatura sobre os principais FR da HAS e sua importância na DCV, patologias observadas com frequência durante a Unidade Educacional Eletivo do Curso de Medicina da UNIPLAC. O estudo realizado a partir de uma revisão de literatura nas bases de dados Scielo, BVS e Google Acadêmico, onde foram encontrados 6 artigos publicados nos últimos 6 anos. Em 2013 a DCV foi a principal causa de morte no país (29,8%). Segundo a OMS, estima-se que 23,6 milhões de pessoas em 2030 morrerão de DCV no mundo. Hipertensão é responsável por 51% das mortes por AVE e 45% por mortes cardíacas, sendo importante conhecer seus FR e realizar o diagnóstico precocemente para evitar prejuízos ao paciente. Vale ressaltar que devido seu caráter oligossintomático, frequentemente ocorre diagnóstico tardio da HAS. Há dois tipos de FR: hereditários e os adquiridos. Entre os hereditários destacam-se idade avançada, prevalência de 68% em idosos; sexo, até a quinta década os homens são mais suscetíveis ao desenvolvimento de HAS, invertendo essa relação após os 50 anos; etnia, maior prevalência em negros. Nos FR adquiridos encontram-se obesidade, para cada 1Kg/m² de aumento do IMC aumenta o risco para hipertensão em 12%; alcoolismo, em doses recomendadas (20-30g/dia para homens e 10-20g/d para mulheres) o álcool torna-se protetor devido efeito vasodilatador, entretanto o uso crônico e excessivo diminui a eficácia anti-hipertensiva; sedentarismo, aumenta risco de desenvolver HAS em 30%; ingesta excessiva de sal, no Brasil há média de consumo de 4,7g de sódio/pessoa/dia, ultrapassando o recomendado pela OMS de 2g; tabagistas possuem 2,36 vezes mais probabilidade de desenvolver HAS em comparação aos não tabagistas. Hipertensão não tratada resulta em acometimento vascular degenerativo, podendo ocorrer alteração na pulsatibilidade arterial, com adelgaçamento da parede arterial e posterior formação de aneurisma; disfunção secretora endotelial de moduladores do tônus vascular; hipertrofia das células musculares lisas vasculares devido estresse parietal elevado, contribuindo para formação de placa de ateroma e intensificação da HAS. Em hipertensos, deve-se considerar a coexistência de outros FR cardiovasculares, como dislipidemia e diabetes, e acometimento de órgãos alvos: circulação cerebral e cardíaca. Enfim, a hipertensão é problema de saúde pública mundial, devido alta prevalência, custos de tratamento e complicações devido seu descontrole. Desta forma é importante a prevenção da HAS por meio de estratégias de políticas públicas, investimento na atenção primária de saúde e academias ao ar livre, incentivo a alimentação saudável, campanha contra tabagismo e alcoolismo. É oportuno enfocar o rastreio em grupos de alto FR, estimular o diagnóstico precoce, adotar medidas de tratamento não farmacológico -estilo de vida mais saldável, e quando necessário o farmacológico, com uso regular dos medicamentos, para melhor controle dos FR e da pressão arterial, evitando complicações cardiovasculares que são muito prevalentes em nosso país.

Palavras-chave


Hipertensão; Fatores de Risco; Doença Cardiovascular.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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