Diagnóstico diferencial e abordagem das cefaleias em urgências e emergências.

Débora Ianskoski

Resumo


O estudo trata de revisão de literatura sobre o diagnóstico diferencial e a abordagem das cefaléias nas unidades de urgência e emergência, o qual derivou de uma experiência de intervenção prática realizada em ambiente hospitalar na área de urgência e emergência, desenvolvida na Unidade Educacional Eletivo do 6° ano do curso de medicina, no ano de 2017. Para elaboração dessa revisão de literatura acompanhou-se casos de cefaléias durante o período de prática, além de revisão de bibliografias ,do ano de 2012 a 2016. A queixa de cefaléia é muito freqüente nos serviços de urgência e emergência, correspondendo a aproximadamente 2 a 4% dos atendimentos, sendo que a causas são diversas, variando de condições benignas a malignas e potencialmente fatais. O objetivo deste estudo é apresentar uma revisão de literatura sobre o diagnóstico diferencial e a abordagem das cefaleias, que apresentam elevada prevalência e grande possibilidade de diagnóstico diferencial e etiológico, justificando a importância em abordar esse assunto, pois o conhecimento das etiologias através das características clínicas e a abordagem da cefaléia é essencial para reduzir os erros diagnósticos e intervir adequadamente nos pacientes que realmente necessitam. Como resultado da revisão de literatura obtiveram-se os seguintes achados: o diagnostico etológico é desafiador, devendo-se distinguir inicialmente processos benignos de malignos, necessitando de conhecimento teórico, exame clinico (anamnese e exame físico), e em alguns casos exames complementares. Para auxiliar na elucidação da etiologia, a maioria dos autores divide as cefaléias em primárias, quando não está evidente uma causa anatômica ou orgânica, e em secundárias quando se encontra um fator causal. Como exemplos de cefaléia primária temos: enxaqueca, cefaléia tensional, e a cefaléia em salvas, e de cefaléias secundárias: atribuída ao trauma, distúrbios vasculares , distúrbios intracranianos não vasculares ,distúrbios metabólicos, sinusite, transtorno psiquiátrico. Essa classificação facilita a abordagem, já que o tratamento é direcionado segundo a etiliogoia da cefaléia. Portanto, conclui-se a importância em abranger o tema, por ser uma queixa freqüente e que necessita de adequada investigação da etiliogia para tratamento direcionado.
Referencias:
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Palavras-chave


Revisão de literatura; Cefaleia; Etiologia.



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