Tratamento na Doença Hipertensiva da Gestação: Revisão de Literatura

Sergio Papareli Jr

Resumo


Este estudo apresenta uma revisão sobre novas descobertas e hipóteses no campo da obstetrícia associadas às doenças hipertensivas na gravidez e seu tratamento. O tema emanou das atividades desenvolvidas na prática em Ginecologia e Obstetrícia vivenciadas na unidade educacional eletivo, do curso de medicina, em 2017. Além de caracterizar as doenças hipertensivas da gestação o estudo também objetivou analisar métodos diagnósticos e terapêuticos mais aceitos no manejo da mulher portadora desta enfermidade. O estudo é do tipo descritivo baseado na revisão de livros e artigos publicados na base de dados eletrônica SCIELO. Sabe-se que a hipertensão arterial é uma patologia que preocupa a saúde pública devido ao impacto na qualidade de vida de seus portadores. Tal patologia, se não diagnosticada e tratada precocemente, pode diminuir a expectativa de vida dos seres humanos. Nas gestantes, pode gerar um risco maior ainda, visto que as síndromes hipertensivas na gestação constituem a maior causa de morbimortalidade materna e perinatal, principalmente quando se instalam nas formas mais graves como a eclampsia e síndrome HEELP, ocupando o primeiro lugar dentre as afecções próprias do ciclo gravido-puerperal. A hipertensão induzida pela gravidez é classificação genérica das doenças hipertensivas durante a gestação, que incluem hipertensão gestacional - sem proteinúria, pré-eclâmpsia - hipertensão com proteinúria e eclampsia - pré-eclâmpsia acompanhada de convulsões. Conhecida como doença das teorias, a pré-eclâmpsia possui etiologia desconhecida e é caracterizada por proteinúria e hipertensão arterial. Apesar da fisiopatologia desconhecida, é amplamente aceito, atualmente, o fato de que a isquemia da placenta é o fator primordial. A eclampsia também não possui uma etiologia conhecida, sabe-se que é uma forma grave da pré-eclâmpsia, apresentando convulsões e coma, não relacionados com problemas neurológicos. Outra forma de agravamento seria a Síndrome HELLP, caracterizada por hemólise (H), enzimas hepáticas elevadas (EL) e baixa contagem de plaquetas (LP). É identificada como um processo de anemia hemolítica microangiopática que pode acelerar e progredir para suas formas mais graves, causando coagulação intravascular disseminada. As consequências das doenças hipertensivas para o concepto são inúmeras, como a restrição do crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer e prematuridade. A cura para tal patologia é o parto, porém algumas medidas como repouso físico, dieta hipossódica, redução de peso, restrição de gorduras, álcool e tabagismo, podem reduzir as complicações maternas e perinatais, diminuindo assim a mortalidade materna e perinatal. Como terapêutica medicamentosa, podem ser utilizadas as classes de medicamentos hipotensores; beta bloqueadores (pindolol), ação central (metildopa) e bloqueadores do canal de cálcio (anlodipino). Nos casos de diagnóstico de pré-eclâmpsia sobreposta, urgência ou emergência hipertensiva, controle insatisfatório da pressão arterial após correta utilização de terapêutica anti-hipertensiva e comprometimento da vitalidade fetal, a internação esta indicada. Desse modo, mesmo com a etiologia da doença hipertensiva da gestação desconhecida, com a realização de um pré-natal bem feito, é possível a detecção e o tratamento precoces, o que pode diminuir a incidência da mortalidade materno-fetal consideravelmente.

Palavras-chave


Ginecologia; Obstetrícia; Hipertensão; Gravidez.



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ISSN 2447-2107
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