Síndrome da Banda de Constrição Congênita

Júlia Baierle

Resumo


A síndrome da banda de constrição congênita é uma patologia rara, de ocorrência ocasional na natureza e não existe predisposição genética. Frequentemente associada a amputações de dedos ou membros, sindactilia, acrossindactilia (sindactilia fenestrada), mal formações em face, tórax e/ou abdômen. Este estudo tem como objetivo caracterizar esta síndrome, e apresentar a relevância dessa patologia através de dados epidemiológicos, assim como os exames que auxiliam seu diagnóstico. Também visa orientar sobre os sinais característicos dessa patologia e a importância de seu reconhecimento para um melhor desfecho do paciente. A metodologia utilizada para essa revisão de literatura foi pesquisa em livros clássicos e principalmente em artigos publicados na Revista Brasileira de Pediatria e base de dados SCIELO. Utilizou-se como critérios de inclusão, artigos com as palavras-chave: Defeito Congênito, Mão, Bandas de Constrição. A amostra é constituída de cinco fontes bibliográficas e foi motivada devido a acompanhamento prático na área de Pediatria e Neonatologia durante a Unidade Educacional Eletivo do 6° ano do curso de Medicina da UNIPLAC de 25 de setembro de 2017 à 23 de outubro de 2017, no Hospital Infantil Seara do Bem e Hospital Geral e Maternidade Tereza Ramos. As bandas fibrosas podem ser superficiais ou profundas e podem circular total ou parcialmente um membro ou dedos afetados. Bandas superficiais normalmente não causam danos neurovasculares ou dificuldade em retorno linfático, evitando assim o linfedema. Bandas profundas, no entanto, podem causar danos neurovasculares de diversos graus, evoluindo, por vezes, para uma liberação cirúrgica de urgência, devido aumento progressivo do edema distal à área de compressão com comprometimento vascular. O diagnóstico precoce da síndrome da banda de constrição congênita pode ser feito através da ultrassonografia no final do primeiro trimestre de gestação. O tratamento, nos casos que há necessidade de intervenção cirúrgica, é feito através de zetaplastia, dablioplastia ou ressecção do anel fibroso com rotação de retalho de gordura subcutânea e fechamento da pele. A partir desse trabalho, pode-se observar a grande importância do reconhecimento e tratamento adequado dessa síndrome, para que os pais sejam bem orientados e todo o suporte seja fornecido ao paciente, diminuindo as sequelas, e corrigindo as anormalidades quando possível.

Palavras-chave


Defeito congênito; Mão; Bandas de Constrição;



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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