ADAPTABILIDADE DE GENÓTIPOS DE MORANGUEIRO NO PLANALTO CATARINENSE

Henrique Stockhausen, Brayan Favarin de oliveira, Katiana Vanusa Tillwitz dos Santos, Robson Martins, Marllon Fernando Soares dos Santos, Antonio Felippe Fagherazzi, Daniel Suek Zanin, Leo Rufato

Resumo


No Brasil a área cultivada com o morangueiro é de aproximadamente 4300 hectares, gerando uma produção estimada em 155 mil toneladas por ano. O morangueiro é uma planta que possui ampla adaptabilidade às mais variadas condições edafoclimáticas, sendo possível seu cultivo em todos os países de clima temperado a tropical. No entanto, um grande entrave para os produtores de morango é a falta de estudos que indiquem quais cultivares são adaptadas às diferentes regiões de cultivo, e a pouca opção de cultivares disponíveis. Diante do exposto, o Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV/UDESC) elaborou um ‘Acordo para a experimentação e difusão do material genético de morangueiro italiano no Brasil’, uma parceria entre a UDESC e o CREA-FRF da Itália. De tal modo, o presente estudo teve por objetivo comparar as características físicas de diferentes genótipos de morangueiro na região do Planalto Sul Catarinense. O experimento foi conduzido no Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV/UDESC), no município de Lages/SC. O delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados com quatro repetições e 11 plantas por parcela. O plantio das mudas foi realizado entre abril a junho de 2016, conforme foram disponibilizadas pelos viveiristas. A colheita se estendeu de 02 de setembro de 2016 a 26 de janeiro de 2017. Foram utilizadas mudas importadas para as cultivares Benicia e Albion, e mudas nacionais para as cultivares Pircinque e CREA-FRF 09.104.01. Os dados foram submetidos à análise de variância e posteriormente realizada a comparação de médias pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade de erro com auxílio do programa estatístico SISVAR. Para a variável número de frutos total por planta, houve diferença significativa das cultivares Benícia, Pircinque e CREA FRF 09.104.01 em comparação com a cultivar Albion, que teve a menor emissão do número de frutos total por planta (Figura 1). Para o desempenho produtivo, observou-se nas cultivares Benícia e Pircinque os melhores resultados, havendo diferença das cultivares Albion e CREA FRF 09.104.01. Para a variável produção comercial, se verificou nas cultivares Albion e Benicia os melhores desempenhos. Esta variável é importante para que o produtor possa ter o melhor aproveitamento dos frutos colhidos. Na cultivar Benicia, foi observado os frutos com maior massa fresca, um incremento médio de 2.5 g/fruto em relação a cultivar CREA FRF 09.104.01. A cultivar Benicia se destacou com relação aos aspectos físicos que foram avaliados nesta pesquisa, havendo a interação da maior emissão do número de frutos por planta e da maior massa fresca dos frutos. As cultivares Benícia e Pircinque podem ser cultivadas na região do Planalto Sul Catarinense.

Palavras-chave


Fragaria x ananassa Duchesne; Cultivares, Produção.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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