CAPACIDADE PRODUTIVA DE CULTIVARES DE MORANGUEIRO NO PLANALTO SUL CATARINENSE

Brayan Favarin de Oliveira, Henrique Stockhausen, Lediane Bisol, Robson Martins, katiana Vanusa Tillwitz dos Santos, Antonio Felippe Fagherazzi, Aike Anneliese Kretzchmar, Daniel Suek Zanin

Resumo


Dentre as espécies que compõem o grupo das pequenas frutas, o morangueiro é a pequena fruta mais cultivada no Brasil. A área nacional gira em torno de 4.300 hectares, proporcionando uma produção anual de 155 mil toneladas de morango. Devido ao elevado valor agregado, o morangueiro é cultivado predominantemente por agricultores familiares em pequenas áreas de cultivo. Sendo a escolha das cultivares a serem utilizadas pelos produtores um fator essencial, podendo o produtor optar por cultivares mais produtivas, visando o melhor aproveitamento de espaço, e da mão de obra familiar. No entanto, faltam estudos para a correta indicação de uso das cultivares de morangueiro. Diante do exposto, o objetivo do presente estudo foi avaliar os principais parâmetros de produção de cultivares de morangueiro nas condições do Planalto Sul Catarinense. O experimento foi realizado no município de Lages (SC), no CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) durante o ciclo 2015/2016. O plantio das mudas foi realizado entre maio a julho de 2015, conforme as mudas eram disponibilizadas pelos viveiristas. O sistema de cultivo adotado foi convencional no solo, em sistema de cultivo com túneis baixos revestidos com filme de polietileno transparente. A densidade de plantio utilizada foi de 60 mil plantas ha-1, com espaçamento de 0,30 m entre linhas e plantas, e irrigação e fertirrigação realizados semanalmente via gotejo. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados com quatro repetições, e unidade experimental de 11 plantas úteis. Os tratamentos foram constituídos pelas diferentes cultivares de morangueiro que foram avaliadas: Albion, Camarosa, Oso Grande, Pircinque e San Andreas. Conforme as frutas eram colhidas foram avaliadas as seguintes variáveis: número de frutas colhidas (un planta-1), produção total (g planta-1), produtividade (t ha-1), massa fresca das frutas (g fruta-1) e produção classificada como comercial (%). Os dados obtidos foram submetidos pela análise de variância, e quando significativo, as médias foram comparadas pelo teste de Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. Para a variável de massa fresca das frutas não se verificou diferença estatística (média de 19,3 g fruta-1). A cultivar Camarosa se destacou pelo elevado número de frutas colhidas (65,7 frutas) 57,5% a mais que ‘Pircinque’, que teve o segundo melhor índice, e 173% superior em relação a Albion, onde foi constatado o menor valor (24 frutas). Relacionado à maior emissão do número de frutas colhidas, a maior produção e produtividade foi observada em ‘Camarosa’ (1169 g planta-1 e 70,2 t ha-1), seguido de ‘Pircinque’ (769 g) e das cultivares Albion (478 g), Oso Grande (607 g) e San Andreas (544 g). Nas cultivares Albion e San Andreas foi verificado os maiores percentuais da produção classificada como comercial, respectivamente 93,2 e 92,5 %. Com base no estudo realizado, a cultivar Camarosa possuiu os melhores aspectos produtivos, seguido de ‘Pircinque’, ‘Oso Grande’, ‘San Andreas’ e ‘Albion’

Palavras-chave


Fragaria x ananassa Duch.; produtividade; adaptabilidade.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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