Detecção de genes de resistência a antimicrobianos em Staphylococcus spp. presente em amostras biológicas disponibilizadas por laboratórios de Análises Clínicas de Lages, Santa Catarina

Joelhiane Cristina Rigo, Renata Palacios, Rafael de Lima Miguel

Resumo


Alguns microrganismos são benéficos para o hospedeiro e conferem proteção natural a patógenos nocivos encontrados no ambiente, enquanto que outros se disseminam pelo organismo e causam infecções e consequências graves a saúde humana. Dentre os microrganismos isolados frequentemente em infecções humanas, a espécie Staphylococcus aureus é encontrada em diversos sítios corporais acometidos por infecções com níveis de gravidade variáveis. O uso indiscriminado de antibióticos em todos os setores de produção e de saúde, aliado com a falta de adesão ao correto tempo de tratamento com antimicrobianos pela população induziu o desenvolvimento e a evolução emergencial de mecanismos bacterianos de resistência a substâncias químicas já conhecidas e comercializadas. Ao longo das últimas décadas, o número de cepas bacterianas resistentes e multirresistentes que acometem seres humanos tem gerado graves problemas a saúde pública e sistema financeiro de diversos países. Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo a detecção biomolecular de genes de resistência a antimicrobianos presentes em cepas de Staphylococcus spp já isolados e identificados previamente por laboratórios de análises clinicas presentes em Lages/SC. A coleta de dados foi realizada nos setores de microbiologia dos laboratórios juntamente com o repique das colônias positivas em meio LB líquido e transportado até o laboratório de Hemoparasitos e Vetores (CAV/UDESC) para a análise biomecular das células bacterianas isoladas. Os resultados dos testes de sensibilidade a antimicrobianos (TSA) que classificam o microrganismo em sensível, intermediário ou resistente as classes medicamentosas dos respectivos pacientes, foram devidamente anotados para posterior comparação dos resultados obtidos. As cepas selecionadas apresentaram resistência a uma ou mais classes de antibióticos. Foram coletadas 11 cepas bacterianas com resistência a antimicrobianos, destas, 5 apresentaram resistência a oxacilina e foram selecionadas para testes de biologia molecular. Dentre as cepas de resistência ao grupo dos b-lactâmicos, 4 são provenientes de lesões dérmicas corroborando com achados comuns na literatura. Pressupõem-se o aparecimento de cepas resistentes de Staphylococcus em lesões devido ao prolongado tempo de tratamento e diferentes concentrações de antimicrobianos no decurso da intervenção. As coletas microbiológicas e análises biomoleculares ainda estão sendo realizadas.

Palavras-chave


pcr;genes;resistência;staphylococcus.



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ISSN 2447-2107
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