DESEMPENHO AGRONÔMICO DE CULTIVARES DE AMORA-PRETA NA REGIÃO DO PLANALTO SUL CATARINENSE

Henrique Stockhausen, Brayan Favarin de oliveira, Katiana Vanusa Tillwitz dos Santos, Tiago Afonso de Macedo, Atonio Felippe Fegherazzi, Pricila Santos da Silva, Aike Anneliese Kretzschmar

Resumo


A amora-preta (Rubus spp) vem sendo considerada uma alternativa promissora para o cultivo nas pequenas propriedades rurais, servindo como alternativa para o aumento da renda dos produtores. Nas condições climáticas brasileiras, a amora-preta é produzida desde a região Sul até a região Centro Oeste, sendo os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina os principais produtores nacionais de amora. Seu cultivo na região do Planalto Sul Catarinense é recente, e de tal modo faltam estudos científicos para amparar e difundir o cultivo da amora preta na região. Diante do exposto, o trabalho objetivou avaliar o desempenho produtivo das cultivares de amoreira-preta ‘Xavante’ e ‘Tupy’ no Planalto Sul Catarinense. O experimento foi conduzido na área experimental do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), no município de Lages (SC), durante o ciclo agrícola 2012/2013. As cultivares de amoreira-preta ‘Tupy’ e ‘Xavante’ se constituíram nos diferentes tratamentos. As plantas foram conduzidas em sistema Cruz de Lorena Invertida, com espaçamento de 3 metros entre linhas e 0,5 metros entre plantas, totalizando 6.666 plantas por hectare. As variáveis analisadas foram o acompanhamento dos estádios fenológicos; produção por planta (kg planta-1); massa fresca das frutas (kg 50 frutas); acidez total (mEq/L) e teor de sólidos solúveis (°brix). O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados, com quatro repetições e unidade experimental composta de 9 plantas úteis. Os dados foram submetidos a análise de variância e quando significativo, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey à 5% de probabilidade de erro. Durante o ciclo avaliado, foi verificado na cultivar de amora Xavante maior precocidade de brotação e floração, esse fator deve ser considerado na escolha da cultivar, pois a região do Planalto Sul Catarinense é provida de invernos rigorosos com geadas intensas no inverno e na primavera. Para as variáveis produtivas e de massa das frutas, a cultivar Tupy produziu 2,07 kg/planta e massa fresca das frutas de 0,31 kg para 50 frutas, proporcionando maiores valores em relação a cultivar Xavante que produziu 1,66 kg/planta e uma massa fresca das frutas de 0,24 kg para 50 frutas. A cultivar de amoreira-preta ‘Xavante’ apresentou valores de 8,7 ºbrix de sólidos solúveis, sendo superior em relação a cultivar ‘Tupy’ com 8,0 °brix. Para acidez total verificou-se na cultivar ‘Xavante’ 93,7 mEq/L, enquanto que na cultivar ‘Tupy’ constatou-se 105,29 mEq/L de acidez. A cultivar de amoreira-preta ‘Tupy’ é mais produtiva em relação a cultivar Xavante. As cultivares Tupy e Xavante são recomendadas para o plantio nas condições climáticas do Planalto Sul Catarinense.

Palavras-chave


Rubus spp.; produção; fenologia.



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ISSN 2447-2107
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