Disponibilidade e qualidade dos espaços públicos de lazer no município de Lages, SC

Francine Malinverni Freitas, Grazielle Schemes Oliveira, Lucia Ceccato de Lima

Resumo


A atual pesquisa deferida pelo edital EDITAL Nº 041/2017, financiado pelo Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior – FUMDES. O estudo em questão se desenvolve a partir dos conhecimentos ambientais e de arquitetura e urbanismo. A linha de pesquisa envolve a saúde ambiental, condições de vida em torno dos espaços públicos do município de Lages. O acesso aos espaços públicos tem estado cada vez mais restrito devido às mudanças sociais e espaciais. O município de Lages apresenta taxa de urbanização de 98,2%, o que resulta em uma dinâmica de uso e ocupação do solo que tem por características o adensamento populacional, a verticalização, a valorização imobiliária e a impermeabilização do solo urbano. Mesmo que a dinâmica de uso e ocupação do solo seja esta, é fundamental que seja oportunizada à população o direito a usufruir de espaços livres, seja para o lazer, contemplação ou prática de atividades físicas. O movimento por cidades mais saudáveis tem crescido em todos os países do mundo, assim, para que o município de Lages esteja inserido nessa perspectiva faz-se necessário incentivar e colaborar para a utilização dos espaços públicos e de lazer. Sendo assim, o objetivo desta pesquisa consistiu em verificar qual a disponibilidade e qual a qualidade dos espaços públicos de lazer do município de Lages, SC. Trata-se de um estudo com abordagem mista quantitativa e qualitativa de caráter observacional e descritivo tendo como local da pesquisa o município de Lages, maior município em extensão territorial de Santa Catarina. A metodologia foi dividida em duas etapas: a primeira consiste em levantar e mapear os espaços públicos de lazer existentes no município. Num segundo momento, é realizada uma análise do tipo FOFA - fortalezas, oportunidades, fraquezas e ameaças -, para verificar as condições de segurança, biodiversidade ambiental, disponibilidade de mobiliário urbano e equipamentos de lazer nestas áreas. Os resultados revelaram que das vinte e cinco praças levantadas até o momento, apenas seis são regularmente utilizadas, portanto os demais espaços públicos se tornaram grandes vazios urbanos, sem infraestrutura e menor cuidado para com o meio ambiente. Foi possível avaliar também que a cidade tem sofrido com um aumento significativo da densificação urbana nas últimas décadas, e como consequência primária, a natureza tem sido substituída, uma vez que, à medida que as cidades crescem, maior é a demanda pelo uso do solo.

Palavras-chave


Qualidade de vida; espaços públicos; vazios urbanos.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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