Projeto Mediação Familiar

Maris Regina Aparecida Rossi Zago, kenny Secchi, Tadeu Süpptitz, Ana Paula Batista Benvinda, Edson Tadeu Benthien, Izanete da Silva, Katyélle Tamara Ferrarez

Resumo


O projeto Mediação Familiar tem como objetivo a resolução de conflitos em que os interessados solicitam ou aceitam a intervenção de um terceiro imparcial, que aplicando seus conhecimentos, possibilita aos conflitantes um ambiente em que possam encontrar por si mesmos, decisões reciprocamente aceitáveis (“ganha/ganha”). Concomitantemente, busca capacitar acadêmicos do curso de Psicologia para a atuação prática em processos de mediação, desenvolvendo nestes as estratégias de resolução de conflitos pessoais, baseados em técnicas de assertividade e de habilidades sociais. O Projeto Mediação Familiar é acessível a toda população, sendo mais interessante do que uma ação judicial, pois não possui a burocracia desta, sendo o procedimento sigiloso, construído e decidido pelas partes e homologado pelo juiz. Os objetivos deste projeto buscam oferecer um serviço que visa atender a conflitos familiares em geral de maneira mais acessível, célere e menos burocrática; preservar os interesses dos filhos, facilitando a comunicação entre os pais em litígios relacionados a dissolução do vínculo ou sociedade conjugal, onde muitas vezes os filhos são usados como “moeda de troca”. No que concerne à atuação do mediador, este tem o papel de possibilitar uma comunicação direta e promover uma atitude de cooperação entre os envolvidos, evitando a ocorrência de competição entre eles; estabelecer e produzir nos interessados uma credibilidade no papel do mediador imparcial e facilitador; acompanhar as partes na busca de um resultado de uma solução satisfatória a ambos. Os interessados no processo de mediação familiar devem estar dispostos a resolver as questões conflitantes, com a colaboração do mediador, devendo todos os envolvidos participar dos encontros. Nas relações familiares a medição protagoniza papel de relevância, não só por que o litígio judicial tende a ser lento, mas também por que contorna as discussões que agravam a relação dos interessados, principalmente em casos em que há filhos, possibilitando aos pais manterem um tratamento cordial com o fim da relação afetiva. As atividades de mediação familiar ocorrem junto a 16ª unidade do Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) na cidade de Lages, SC, no Centro de Ciências Jurídicas, da Universidade do Planalto Catarinense - UNIPLAC. O trabalho é desenvolvido às sextas-feiras, no período vespertino, por 05 (cinco) acadêmicos do Curso de Psicologia e supervisionado/orientado pelos professores responsáveis pelo projeto. Entre os meses de março a setembro de 2017, foram realizadas 39 (trinta e nove) sessões de mediação familiar, que resultaram em 20 (vinte) frutíferas, 10 (dez) infrutíferas, 07 (sete) parcialmente frutíferas e 02 (duas) desistências. Importa ressaltar, o significativo número de não comparecimentos de uma ou de ambas as partes do litígio, como também o visível desinteresse, por parte de alguns advogados, que as mediações ocorram, o que em nossa opinião reflete o ainda frágil entendimento destes profissionais, dos benefícios da mediação. Por meio das atividades já desenvolvidas, está sendo possível capacitar acadêmicos do curso de Psicologia para a atuação prática em mediações, como também cumprir-se a função social da Universidade, ao levar o saber acadêmico à comunidade e trazer benefícios à esta.

Palavras-chave


CEJUSC; Mediação Familiar; Psicologia.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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