A INCLUSÃO E A SÍNDROME DE LANDAU KLEFFNER

Anna Paola Xavier Chiaradia, Lurdes Caron

Resumo


O processo de inclusão acontece nos diferentes âmbitos da sociedade e passa por desafios e provocações que promovem avanços na composição de reflexões e mobilizações que visam contribuir para o desenvolvimento de estratégias e técnicas relacionadas à educação e aprendizagem dos alunos regularmente matriculados nos estabelecimentos de ensino. Este relato objetiva descrever de maneira breve a Síndrome de Landau kleffner como um estudo realizado tendo em vista a necessidade de trabalhar com um aluno diagnosticado com a referida síndrome e regularmente matriculado no Ensino Fundamental anos iniciais, e por mim atendido, enquanto professora de uma das Salas de Recursos Multifuncionais/Atendimento Educacional Especializado no Município de Lages- SC. A metodologia consta de relato de experiência e pesquisa em fontes bibliográficas com autores que refletem sobre o tema, como: Algave (2014), Barroso, Abreu, Bezerra, Ibiapina e de Brito (2004) e Ribeiro, Assumpção e Valente (2002). O relato trata da descrição da síndrome, suas possíveis causas e sintomas, as mudanças de comportamento e traços autísticos, problemas de dicção, e também de que forma trabalhar a partir do conhecimento da síndrome em sala de aula e também durante os atendimentos. Pretendemos mostrar o quanto podemos aprender, enquanto profissionais da educação, no cotidiano do fazer pedagógico. Neste relato demonstramos as possibilidades de avanços e resultados positivos ao estudar as suas características e além disso, as possibilidades encontradas entre elas, como orientar a família e professores para o trabalho no processo inclusivo. Este trabalho relata e demonstra a necessidade de um trabalho realizado em conjunto de forma colaborativa e com objetivo comum, o avanço do aluno e o quanto o profissional que trabalha em sala de recursos multifuncionais necessita do apoio do estabelecimento de ensino e da família em que se encontram inseridos. As vivências e desafios experimentados durante o tempo de atendimento com o aluno permitiu que, por meio de materiais diversos, jogos, recursos áudio visuais e as trocas de informações entre a escola e a relação com a família do referido aluno, contribuíssem para que os resultados positivos e a aprendizagem do aluno ocorressem. Entre os avanços, descrevemos a sua leitura hoje fluente, sua dicção e comunicação escrita e verbal melhorada, seu raciocínio lógico matemático, sua menor resistência ao que lhe é solicitado, seu relacionamento com colegas e professores. O resultado demonstra que a inclusão é um processo longo que exige dedicação e a composição de um conjunto de membros que constitui a escola e que ela acontece mais rapidamente, quando há o comprometimento familiar.

Palavras-chave


Família e Escola; Inclusão; Educação e Aprendizagem.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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