GUERREIRAS DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NO PLANALTO SERRANO

ÂNGELA COELHO WALTRICK, Carmen Lúcia Fornari Diez, Geraldo Augusto Locks, Mareli Eliane Graupe

Resumo


Este artigo pretende refletir a importância dos empreendimentos de economia solidária, intensificados pelo ITCP – UNIPLAC – LAGES, na Serra Catarinense e a sua relevância como forma de geração de renda e possibilidade de empoderamento das mulheres agricultoras, valorizando o seu trabalho e melhorando a vida de sua família. Para atingir o objetivo realiza-se uma pesquisa bibliográfica e qualitativa. O caminho para coleta de dados teve como base imagens fotográficas, diário de campo e entrevistas focalizadas. Os principais referenciais teóricos foram: Castells (2013), Locks et. ali (2006), Mance (2002), Moura (2016), Schuck e Arroyo (2006), Singer (2006). Os antecedentes históricos estão pautados nos princípios da economia solidária e os confrontos com o capitalismo globalizado e o neoliberalismo, seguidos de uma visão contemporânea e sustentável da serra catarinense. Retrospectiva que perpassa pela presença dos índios Xoklengs e Kaigangs, primeiros habitantes desta terra e continua seus caminhos com o Tropeirismo. Aborda aspectos econômicos e de geração de renda. Enfatiza a cultura da fazenda e o patriarcalismo, cujos resquícios ainda restam na sociedade contemporânea, marcados pelo machismo, pela submissão da mulher, pelos preconceitos e hoje pela incidência de violência doméstica que nos afronta todos os dias pelos noticiários dos jornais. Apresenta a Economia Solidária como possibilidade de transformação do contexto econômico de muitas famílias que acreditam no seu trabalho e na importância da geração de renda por cooperativismo, onde todos integrados trabalham em prol dos objetivos que são comuns, sem exploração. Quanto aos resultados obtidos percebeu-se o aumento da autoestima das mulheres por terem seu trabalho valorizado, adquirirem independência financeira e terem a oportunidade de expandir-se convivendo com outras pessoas, estabelecendo laços de amizade, além dos valores de produção e geração de renda. As imagens fotográficas se constituíram em retratos das mulheres agricultoras que preparam a terra, cultivam as suas plantações, colhem seus frutos e cativam as pessoas com os encantos de seus sonhos. Semeiam vida e colhem amor.

Palavras-chave


Gênero; identidade; economia solidária; planalto serrano



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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