Problematizando a sala de aula

João Eduardo Branco de Melo, Geraldo Augusto Locks, Doraci Rosa Graciliano Lemos de Oliveira, Bibiana Cristina Ribeiro, Liliane Cristina Santos Ribeiro, Jamylle Christine de Alencar, Liliane Felippi Capistrano, Milene Elisabete Vieira Fernandes

Resumo


Este trabalho busca relatar a experiência de ensino aprendizagem realizado na Disciplina de Sociedade, Cultura e Identidade ministrada na 8º Fase do Curso de Bacharelado em Serviço Social da Universidade do Planalto Catarinense. Os sujeitos envolvidos são constituídos por seis discentes femininas e dois docentes masculinos, destes, um é o professor responsável pela disciplina e o outro realiza estágio docente estando vinculado ao Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu Mestrado Acadêmico em Desenvolvimento Regional pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – Unijuí. O rigor metodológico do relato de experiência reside no campo das interações sociais, portanto, faz parte da experiência humana. Deve conter tanto impressões observadas quanto reflexões críticas e mais abrangentes. A relevância deste tipo de estudo reside na descrição de uma vivência particular na qual emergiu reflexões sobre métodos de ensino num determinado contexto de socialização ou produção de conhecimentos. Foi o número restrito de estudantes da fase descrita acima que motivou o desenvolvimento de novas estratégias de ensino aprendizagem. O primeiro passo foi a mudança do espaço físico, isto é, de uma sala de aula convencional com quarenta carteiras enfileiradas, para uma sala onde contém uma mesa oval ladeada por oito cadeiras, permitindo uma relação interpessoal horizontalizada e sem hierarquia de papeis, embora, nem discentes ou docentes, abdicassem de suas funções específicas. Ainda que nesta penúltima fase do curso, os estudantes encontrem-se ocupados em cumprir seus últimos créditos disciplinares, concluir o período de estágios e realizar o Trabalho de Conclusão de Curso, desde o início tem demonstrado interesse em participar das leituras e debates promovidos, fundamentalmente, pela técnica da “roda de conversa”, constituindo o segundo passo da estratégia de ensino. Dado que o grupo é de “tamanho humano” torna-se um excelente disparador do protagonismo de cada participante. Quando ocorre algum momento de silêncio na leitura/debate, regra geral, são lacunas de conhecimento que demandam explicações contextualizadas ou de maior abrangência tendo em vista a compreensão do texto. Convém registrar a relação dos estudantes com o docente estagiário. Sendo da Pós-Graduação Stricto Sensu, ao mesmo tempo em que emerge a autoridade pela via do conhecimento, observa-se um diálogo respeitoso e qualificado pelo fato da condição de gênero e geracionalidade. Convém lembrar que a avaliação do processo pedagógico ocorre de forma processual, considerando o engajamento pessoal e coletivo nas atividades de leitura, participação no debate acompanhado de um registro individual no final de cada encontro no qual o discente sistematiza em forma de texto os conhecimentos significativos apreendidos por meio da leitura e pelo debate. Este relato de experiência postula o compartilhamento de percepções deste objeto de reflexão na exposição do trabalho por ocasião do Congresso por discentes e docentes envolvidos. Espera-se que esta prática possa provocar antigos métodos de ensino aprendizagem e estimular a criação de novas estratégias de ensino onde discentes e docentes sintam-se todos protagonistas na busca e construção do conhecimento.

Palavras-chave


ensino; sala de aula; protagonismo



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC