EDUCAÇÃO INTEGRAL EM TEMPO INTEGRAL: ESPAÇO DE EDUCAÇÃO CIDADÃ

FRIDA RENGEL RAMOS, Marina Patricio Arruda, Izabel Cristina Feijó Andrade

Resumo


Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a educação integral em tempo integral. Trata-se de uma revisão bibliográfica com fundamentação teórica nas ideias de Andrade (2011), Arruda (2016), BRANDÃO (2001), que abordam uma concepção de educação cidadã, voltada para a Inteireza do Ser. Nesse encaminhamento torna-se importante repensar sobre o papel da Escola em tempo integral como espaço de educação para a inteireza de modo a contemplar todas as dimensões das crianças, conforme propõe Andrade (2011, p. 127) “Alguns princípios éticos, sobretudo, com base nos “valores de preservação da vida, alegria, cooperação, amor, criatividade, sabedoria e transcendência”. Convém repensar o papel que a instituição escola precisa ocupar na vida e no desenvolvimento dos estudantes deste século de modo a substituir o modelo assistencialista por um espaço de educação cidadã. A qualidade das interações oferecidas deve ser considerada como um direito de toda criança, onde o acolhimento, as condições pessoais, educativas e sociais promovam o desenvolvimento dos valores e das atitudes para a Educação Integral, ou seja, “A Educação para Inteireza tem a função de educar o homem por inteiro, educar para o convívio, para repensar as interações rumo a autoformação/autoconsciência, que só se exercita nas relações. (ARRUDA et all 2016, p. 47) ”. Assim a efetivação de uma educação que extrapole interesses políticos partidários e se engaje politicamente numa perspectiva de desenvolvimento, é necessária para que a escola cumpra a sua função de socializar as novas gerações, permitindo-lhes o acesso aos conhecimentos historicamente construídos. O papel da escola cidadã é contribuir para criar as condições que viabilizem a cidadania, por intermédio da socialização da informação, da discussão, da transparência, gerando uma nova mentalidade, uma nova cultura em relação ao caráter público do espaço da cidade A escola cidadã oferece um currículo aberto à diversidade ou à sensibilidade para as diferenças dos alunos, para que todos aprendam quem são os outros. A Escola Cidadã acredita que a "diversidade dos alunos é uma fonte de enriquecimento mútuo, de intercâmbio de experiências, que permite conhecer outras maneiras de ser e de viver e que desenvolve atitudes de respeito e de tolerância" (MARCHESI in BRANDÃO, 2001). Numa perspectiva transformadora, a escola educa para ouvir e respeitar as diferenças, a diversidade que a compõe e que constitui sua grande riqueza. Para que a escola seja espaço de vida, e não de morte, ela precisa estar aberta à diversidade cultural, étnica, de gênero e às diferentes opções sexuais. As diferenças exigem uma nova escola. E não basta respeitar os diferentes; é preciso valorizar as diferenças como uma grande riqueza e não como uma deficiência. Essa revisão permitiu reflexões sobre o objeto de pesquisa de uma dissertação de mestrado em construção.

Palavras-chave


Educação Integral em Tempo Integral; Cidadania; Inteireza do Ser



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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