ORGULHO E PRECONCEITO: DA IDEOLOGIA PROTOFEMINISTA AO ETHOS DISCURSIVO

Andressa Almeida Nunes

Resumo


A pesquisa, intitulada: Orgulho e Preconceito: da ideologia protofeminista ao ethos discursivo, tem como objetivo evidenciar a ideologia presente no romance da escritora inglesa Jane Austen, com foco no Ethos discursivo da personagem principal e como o discurso influenciou as mulheres pela busca de igualdade. Quando se pensa nas primeiras manifestações em defesa do direito da mulher, como ser social e racional, há dois nomes que se destacam: Olympe de Gouges e Mary Wollstonecraft, duas representantes de peso, consideradas as avós do que hoje chama-se: feminismo, ambas fundamentais para a histórias das mulheres. A escolha desta obra justifica-se por sua protagonista ser dona de uma personalidade forte e racional, atitude fora dos padrões do século XVIII, além da importância da interdisciplinaridade entre literatura e linguística. A fundamentação teórica que sustenta a análise do romance concentrou-se na teoria enunciativodiscursiva de Dominique Maingueneau (1996, 1997, 2013), quanto à abordagem linguística, bem como nos estudos de Bakhtin (1997, 2011), Brandão (2008), Orlandi (1997, 2001, 2002) Sobral (2009), Lacan (1985), Pêcheux (1988, 1996), Citelli (1999), Ducrot (1972), Brait (2013) e Serena (2013). A metodologia adotada caracteriza este estudo como bibliográfico, com abordagem qualitativa e de caráter exploratório. A pesquisa evidenciou que o discurso e o ethos presentes na personagem principal, Elizabeth Bennet, eram incomuns à época. Elizabeth defendia a liberdade de opinião e de escolha da mulher, colocando-a em destaque, haja vista a pouca ou nenhuma representatividade crítica feminina naquela época. Jane Austen conseguiu traspor, em seus textos, a questão citada de forma leve, irônica, divertida e racional. Mais tarde, seria considerada uma das grandes romancistas do mundo, com apenas seis obras publicadas e o seu nome está entre os mais influentes do ramo. Austen é uma das maiores escritoras de todos os tempos. Este trabalho torna-se relevante, à medida que as questões de gênero são cada vez mais discutidas, porém, elas precisam ser entendidas para que ganhem força.

Palavras-chave


Análise do Discurso; Ethos; Mulher; Ideologia; Jane Austen.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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