Composição química de variedades de uvas viníferas com potencial de cultivo em região de elevada altitude de Santa Catarina

Brenda Vedana, Douglas André Wurz, Maytê Cechetto, Marcus Outemane, Betina Pereira de Bem, Ricardo Allebrandt, Alberto Fontanella Brighenti, Bruno Bonin, Leo Rufato

Resumo


A elaboração de vinhos finos nas regiões catarinenses de altitude elevada é relativamente recente, com menos de 15 anos de história, quando comparada com outras regiões produtora. Em novas regiões vitícolas, as variedades inicialmente plantadas e avaliadas, com poucas exceções, correspondem àquelas de renome internacional, originárias da França e, em menor escala, da Itália e de Portugal. Nos vinhedos de altitude elevada de Santa Catarina, as principais variedades plantadas são a Cabernet Sauvignon, com a maior área, seguida pela Merlot e pela Chardonnay. No entanto, nem sempre estas são as mais adaptadas a uma nova região, sendo necessário a introdução de novas variedades com potencial de cultivo em novas regiões, bem como a avaliação de sua adaptação e qualidade da uva e do vinho. Nesse contexto, tem-se como objetivo deste trabalhar avaliar o potencial enológico de oito variedades viníferas destinadas a elaboração de vinhos finos brancos em regiões de elevada altitude de Santa Catarina. O trabalho foi realizado no município catarinense de São Joaquim, na Estação Experimental de São Joaquim – EPAGRI. As variedades avaliadas foram: Viognier, Sauvignon Blanc, Bianca, Riesling Renano, Bronner, Manzoni Bianco, Vermentino, Verdecchio, enxertadas sobre Paulsen 1103. Foi avaliado o ciclo 2015/2016. Para as microvinificações, foram colhidos manualmente aproximadamente 30 kg de uva de cada variedade para a elaboração dos vinhos. As variáveis analisadas dos vinhos foram: acidez titulável (AT), pH, concentração de polifenóis totais (PT) e coloração do vinho (Abs 420nm). As variáveis foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e quando detectadas efeitos de tratamento, procedeu-se o teste de comparação de médias pelo Teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. Para a variável acidez total titulável dos vinhos, observou-se que as variedades Riesling renano, Verdecchio e Manzoni Bianco, apresentaram valores superiores a 100 meq L-1, as demais variedades avaliadas apresentaram valores inferiores à 100 meq L-1 de acidez total titulável. Os valores de pH variaram de 3,00 a 3,30 nas variedades avaliadas, sendo esses valores de pH adequados para elaboração de vinhos de qualidade. Para a variável cor dos vinhos (Abs 420nm), observou-se valores adequados para vinhos finos de qualidade, com valores variando de 0,106 (variedade Sauvignon Blanc e Vermentino) a 0,184 (variedade Riesling Renano). O conteúdo de polifenóis totais variaram entre as variedades avaliadas. As variedades Viognier e Bronner apresentaram os maiores conteúdos de polifenóis totais nos vinhos elaborados, enquanto as variedades Riesling Renano e Sauvignon Blanc apresentaram os menores conteúdos de polifenóis totais. De acordo com os resultados observados, conclui-se que as variedades avaliadas possuem potencial enológico para a elaboração de vinhos finos de qualidade em região de elevada altitude de Santa Catarina.

Palavras-chave


Vitis vinífera L.; polifenóis totais; vinhos de altitude.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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