Levantamento dos principais entraves para o desenvolvimento do enoturismo na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul

Douglas André Wurz, Betina Pereira de Bem, Ricardo Allebrandt, Marcus Outemane, Bruno Bonin, Adrielen Tamiris Canossa, Juliana Reinehr, Maytê Cechetto, Leo Rufato

Resumo


O enoturismo representa uma oportunidade de suma importância para o desenvolvimento vitivinícola, pois através dele toda a região se desenvolve. Além de visitas as vinícolas, o enoturismo impulsiona as vendas de vinhos, a gastronomia, o comércio e investimentos em infraestrutura em toda a região. No entanto são poucos os estudos sobre o enoturismo em novas regiões vitícolas brasileiras, como é o caso dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul. Nesse contexto, tem-se como objetivo deste trabalho verificar quais são os principais entraves para o desenvolvimento do enoturismo na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul. O levantamento dos dados ocorreu através de entrevista direta com as Vinícolas. Para a seleção das vinícolas a serem entrevistadas foi utilizado o critério que as empresas possuíssem seus vinhedos localizados na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul e possuíssem produtos em comercialização. Desta forma, foram selecionadas seis vinícolas para participar da pesquisa. De acordo com o levantamento, quatro empresas citam a falta de infraestrutura a principal questão para não atuarem com o enoturismo, enquanto uma empresa citou a falta de mão-de-obra qualificada como principal motivo para não atuar no enoturismo. Ressalta-se também que para quatro empresas entrevistadas há falta de incentivo público para investir no enoturismo, sendo um importante fator para o não desenvolvimento dessa atividade. Questionados sobre os pontos que precisam ser melhorados para consolidação do enoturismo, todas as empresas citaram a mão-de-obra qualificada, seguido pela infraestrutura e união entre empresas, que foram citadas por quatro empresas. Além disso, três empresas citaram o marketing como um dos entraves para o desenvolvimento da atividade. Ressalta-se que para duas empresas, a baixa oferta de bons hotéis e restaurantes tornam-se um fator negativo para a consolidação da atividade na região dos Campos de Cima do Rio Grande do Sul. Por ser uma nova região vitícola, o enoturismo está pouco desenvolvido na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul, sendo os investimentos em infraestrutura e mão de obra qualificada, os principais entraves para o desenvolvimento da atividade.

Palavras-chave


Desenvolvimento regional; vitivinicultura; mão-de-obra qualificada



REVISTA UNIPLAC
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