Principais entraves para o desenvolvimento do enoturismo na região dos vinhos de altitude

Marcus Vinícius Pereira Outemane, Douglas Wurz, Betina Pereira de Bem, Ricardo Allebrandt, Adrielen Tamiris Canossa, Juliana Reinehr, Maytê Cechetto, Bruno Bonin, Aike Anneliese Kretzschmar

Resumo


As regiões de altitude catarinense, representadas pela marca coletiva ‘ACAVITIS‘ (Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude), são aquelas que apresentam vinhedos localizados, no mínimo, a 900 m acima do nível do mar. O enoturismo é um importante setor e de expressivo crescimento dentro do ramo do turismo, da hotelaria e caracteriza-se por qualquer atividade turística ligada ao vinho e à vinha. Ainda, pode-se definir o enoturismo como um segmento de fenômeno turístico, que pressupõe deslocamento de pessoas, motivadas pelas propriedades organolépticas e por todo o contexto da degustação e elaboração de vinhos, bem como a apreciação das tradições, de cultura, da gastronomia, das paisagens e tipicidades das regiões produtoras de uvas e vinhos. É um fenômeno dotado de subjetividade, em que a principal substância que o configura de fato é o encontro com quem produz uva e vinho. O estudo foi desenvolvido através de uma pesquisa qualitativa, dentro de uma perspectiva descritiva. A metodologia utilizada para a realização do trabalho foi um estudo de caso sobre um conjunto de vinícolas inseridas na região dos vinhos de altitude de Santa Catarina. Para a seleção das vinícolas foi utilizado o critério que as empresas tivessem seus vinhedos localizados a uma altitude mínima de 900 metros acima do nível do mar e com vinhos disponíveis para comercialização. Assim, foram selecionados 19 vinícolas para participar da pesquisa. A coleta de dados ocorreu entre os meses de Janeiro e Fevereiro de 2016, através de um questionário. Os questionários foram enviados via e-mail, e das empresas selecionadas, quinze vinícolas retornaram o questionário respondido juntamente com autorização de publicação dos resultados obtidos. Nas entrevistas foram medidas as seguintes variáveis: atividade executada pela empresa (viticultura e/ou enologia), faixa etária da empresa (anos), área de vinhedo (ha), empresas que atuam com enoturismo, fluxo anual de visitantes (visitantes/ano), meses de maior fluxo de visitantes, atividades voltadas ao enoturismo (visita ao vinhedo, visita a vinícola, degustações, restaurante, pousada e museu), e principais obstáculos que dificultam o progresso do enoturismo na região dos vinhos de altitude (infraestrutura, mão-de-obra, investimentos, marketing, união das empresas). A análise e interpretação desses dados foram realizadas de forma ampla, correlacionando com outros conhecimentos e comparando a outros estudos do gênero, para assim obter êxito na realização do diagnóstico do enoturismo na região dos vinhos de altitude de Santa Catarina. Foi observado que o enoturismo é uma realidade com alto potencial de desenvolvimento, no entanto, investimentos em infraestrutura e mão de obra qualificada são os principais entraves para o desenvolvimento da atividade.

Palavras-chave


vinhos de altitude; enoturismo; mão-de-obra; desenvolvimento regional



REVISTA UNIPLAC
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