Avaliação do enraizamento de portaenxertos de videira

Marcus Vinícius Pereira Outemane, Douglas Wurz, Betina Pereira de Bem, Ricardo Allebrandt, Adrielen Tamiris Canossa, Juliana Reinehr, Maytê Cechetto, Bruno Bonin, Aike Anneliese Kretzschmar

Resumo


Um dos principais problemas enfrentados na implantação de um vinhedo é a escolha do porta-enxerto a ser utilizado. Assim como em outras culturas, a necessidade da utilização do porta-enxerto se faz necessária principalmente pela alta suscetibilidade de doenças, controle do vigor da copa, além de aumentarmos a vida útil da videira. A partir disto, a prática da enxertia passou a ser essencial no processo de implantação dos vinhedos. A técnica de propagação por estacas semilenhosas permite a obtenção de material propagativo livre de vírus de forma rápida e em grande quantidade em diferentes épocas do ano, a partir de poucas matrizes. O objetivo desse trabalho foi avaliar o índice de sobrevivência de estacas de nove diferentes porta-enxertos a campo. Foram avaliados os porta-enxertos: IAC 313, IAC 766, IAC 572, Salt Creek, R99, GRAVESAC, Harmony, 3309 e 101-14. O experimento foi conduzido no pomar didático do Centro de Ciência Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina. Foram avaliadas 100 estacas de cada porta-enxerto de forma aleatória nos canteiros e calculado o índice de sobrevivência a campo, através de avaliação visual, avaliando-se a presença ou ausência de sistema radicular nas estacas. As estavas foram acondicionados nos canteiros em Agosto de 2016 e avaliadas em Setembro de 2017. Os porta-enxertos obtiveram os seguintes índices de sobrevivência (em %), IAC 766: 80,5; IAC 572: 76,5; IAC 313: 80; R99: 65; GRAVESAC: 28; Harmony: 21; 3309: 80; 101-14: 20; Salt Creek: 70%. Desta forma podemos notar que os porta-enxertos GRAVESAC, Harmony e 101-14 foram os que obtiveram os menores valores de sobrevivência em propagação por estaquia a campo, os demais porta-enxertos tiveram valores satisfatórios acima de 65%. Para esses porta-enxertos com menores índices de sobrevivência deve ser estudado diferentes métodos que facilitem seu enraizamento como a utilização de materiais como sombrite, irrigação, utilização do hormônio “enraizador” AIB, entre outras técnicas para que assim possam ser elevados esses índices de sobrevivência e estes porta-enxertos possam vir a ser propagados de forma mais eficiente.

Palavras-chave


propagação; viticultura; estaquia



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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