GREENWASHING: CONFLITOS ÉTICOS DA PROPAGANDA AMBIENTAL

Caroline Schutz Wendling, Tainara Luana Schimidt Steffler, Caroline Aparecida Matias, Roger Francisco Ferreira de Campos, Lucas Sprendor Flores

Resumo


A reflexão sobre as questões ambientais vem sendo gradativamente necessária perante as catástrofes e desastres ambientais divulgados em diversos meios de comunicação. Em função disso, vem ocorrendo um aumento em relação às exigências por parte da sociedade para que as empresas alterem o processo de fabricação, visando, minimizar os impactos negativos causados no meio ambiente. Prontamente, as empresas tendem a divulgar as ações ambientais implantadas através do marketing, atendendo as imposições da sociedade. O marketing verde representa um conjunto de atividades para produzir e facilitar a comercialização de qualquer produto ou serviço com a intenção de satisfazer a ambição e as necessidades humanas, porém diminuindo o impacto causado ao meio ambiente. Entretanto, inúmeras vezes as práticas realizadas pelas empresas visam somente o próprio benefício, usando a sustentabilidade ambiental incorretamente em seus produtos para promover anúncios e propaganda. São informações aparentemente corretas no ponto de vista ambiental, mas geralmente não condizem com a realidade de fato, buscam apenas tornar o produto mais atrativo aos olhos do consumidor. Essas práticas são conhecidas como maquiagem verde ou greenwashing. A partir dos fatos mencionados acima e, principalmente devido à falta de legislação ambiental sobre o assunto, fica explicita a necessidade de ações que visem informar e proteger os consumidores à cerca destas práticas errôneas realizadas pelas empresas. Para tal, o presente estudo trata-se depesquisa bibliográfica em literatura especializada (artigos científicos, técnicos e reportagens – nacional e internacional), disponíveis no banco de dados do Portal de Periódicos da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior – CAPES e na Plataforma Google Acadêmico. As terminologias utilizadas para busca foram: “greenwashing”, “maquiagem verde” e “problemas greenwashing”. Após a pesquisa bibliográfica foram identificadas algumas práticas que devem ser realizadas, tanto por parte das empresas, quanto pelos consumidores. No que diz respeito as empresas, estas devem disponibilizar sites para que o consumidor possa buscar evidências ambientais anunciadas no produto e repassar informações claras referente a qualidade ambiental do mesmo, tanto em propagandas como em embalagens. Quanto aos consumidores, é de suma importância a busca por sites das certificadoras ambientais para atestar a veracidade do certificado que o produto apresenta e, também, se há, efetivamente, a existência de um selo ambiental. Outra questão que o consumidor deve ficar atento é para a exibição de frases apelativas como: ecologicamente correto, amigos da natureza, 100% ecológico, pois muitas vezes não condizem com o produto em questão, sendo utilizadas somente para persuadir o consumidor no momento da compra. Expressões como “madeira reflorestada” e “ausente de CFC’s” são exemplos de características obrigatórias por lei, estando presente em todos os outros produtos do mesmo gênero, sendo desnecessária sua atribuição. Em últimos casos, o consumidor deve efetuar denúncia aos órgãos responsáveis como o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária - CONAR, Programa de Proteção e Defesa ao Consumido - PROCON , Serviço de Atendimento ao Consumidor SAC e Ministério Público - MP, muitas vezes desconhecidos pelos consumidores.

Palavras-chave


Marketing Verde; Maquiagem Verde; Greenwashing.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC