Suscetibilidade de videiras destinadas à elaboração de suco de uva à antracnose (Elsione ampelina) em Lages/SC

Douglas André Wurz, Maytê Cechetto, Lucas Comachio, Marcus Outemane, Betina Pereira de Bem, Ricardo Allebrandt, Adrielen Tamiris Canossa, Juliana Reineher, Leo Rufato

Resumo


O planalto sul catarinense destaca-se na produção de frutas de clima temperado, com potencial no cultivo de uvas destinadas a elaboração de suco de uva. Neste cenário, a produção de uvas do grupo das americanas tem grande importância, por serem empregadas na elaboração de suco de uva, de alto valor comercial, cujo consumo no Brasil vem aumentando significativamente nos últimos anos. No entanto, as condições climáticas da região também são favoráveis a ocorrência de doenças fúngicas, como a antracnose (Elsione ampelina). A doença é responsável por ocasionar danos severos na produção, reduzindo a quantidade e qualidade de frutos, impactando consequentemente, na elaboração de derivados da uva. Nesse contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar a suscetibilidade à antracnose das variedades de uvas Bordô, Isabel Precoce e Concord, que são amplamente utilizadas na elaboração do suco de uva. O experimento foi realizado no município catarinense de Lages, no vinhedo experimental do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina, situado a 884 metros de altitude, durante a safra 2016/2017. A unidade de pesquisa foi implantada em agosto de 2013, com espaçamento de 3 metros entre linhas e 1,5 entre plantas e sistema de condução semi-latada. A obtenção dos dados constituiu-se na avaliação da doença em todas as folhas de três ramos medianos e em todos os ramos de cada planta. A incidência foi determinada pelo número de folhas e ramos com pelo menos uma lesão em relação ao número total de folhas avaliadas. Os dados de severidade foram transformados em porcentagem para realização da análise de variância, onde 0; 0,1; 0,2; 0,5; e 0,7 equivalem aos valores de 0%; 2,5%; 5%; 12,5% e 17,5%, respectivamente, e os valores de 1, 2, 3 e 4 estão pré-estabelecidos na escala diagramática como 25%, 50%, 75% e 100% respectivamente. As médias de incidência e da severidade foram submetidas à análise de variância (ANOVA) e quando detectadas efeitos de tratamento, procedeu-se o teste de comparação de médias pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. Como resultado, para a variável incidência, observou-se que a variedade Isabel Precoce é a mais suscetível, apresentando 40,15% de incidência da doença, enquanto as variedades Bordô e Concord apresentaram 23,35% e 29,15%, respectivamente. Quanto à severidade da doença, observou-se o mesmo comportamento, aonde a variedade Isabel Precoce apresentou os maiores valores, com 9,15% de severidade de antracnose, contra 2,30% da Bordô e 2,95% da Concord. Concluiu-se que as variedades de uvas avaliadas apresentam diferentes suscetibilidades a ocorrência de doenças fúngicas, sendo a Isabel Precoce a mais suscetível à antracnose.

Palavras-chave


Vitis labrusca; diagnose de doença; Bordô; viticultura



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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